Milei e Modi Lideram Índices de Popularidade Mundiais; Lula Amarga Últimas Posições em 2025

Em meio à crise econômica e às tensões internacionais enfrentadas pelo Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece nas últimas posições nos rankings globais de aprovação de líderes democráticos, enquanto o presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, despontam como os mais populares do mundo. Dados recentes da Morning Consult, coletados entre 4 e 10 de julho de 2025, mostram Modi liderando com uma aprovação de 75%, seguido por líderes como Lee Jae-myung (Coreia do Sul, 59%) e Milei (57%). Lula, por outro lado, registra uma aprovação de apenas 44,3% na América do Sul, ficando em quinto lugar no ranking regional, segundo a CB Consultoria Opinião Pública, da Argentina.

Modi e Milei no Topo Narendra Modi, reeleito para seu terceiro mandato em maio de 2024, mantém-se como o líder democrático mais popular globalmente, com 75% de aprovação, conforme a Morning Consult. Sua popularidade é sustentada pelo forte desempenho econômico da Índia, políticas externas assertivas e uma base de apoio consolidada, com apenas 18% de desaprovação. O líder indiano é celebrado por aliados, como o chefe da célula de TI do BJP, Amit Malviya, que destacou no X: “Amado por mais de um bilhão de indianos e respeitado globalmente, Modi é o líder mais confiável do mundo.”

Javier Milei, presidente da Argentina desde 2023, alcançou 57% de aprovação globalmente, segundo a Morning Consult, e 51,8% na América do Sul, liderando o ranking regional da CB Consultoria. Apesar do aumento da pobreza no primeiro semestre de 2024 (de 41,7% para 52,9%), a queda da inflação e a redução da pobreza extrema para 8,6% no terceiro trimestre, conforme dados do INDEC, fortaleceram sua imagem. A confiança no governo argentino dobrou desde 2023, com 53% dos argentinos acreditando em uma melhora no padrão de vida, segundo a Gallup. Milei, aliado de Donald Trump e Jair Bolsonaro, também se beneficia de uma postura antiestablishment, criticando líderes como Lula, a quem chamou de “corrupto” e “comunista”.

Lula na LanternaLula, com 44,3% de aprovação na América do Sul, enfrenta desafios significativos que o colocam na lanterna dos rankings regionais e globais. Segundo a CB Consultoria, o presidente brasileiro caiu para o quinto lugar na região, atrás de Daniel Noboa (Equador, 52,1%), Milei (Argentina, 51,8%), Luis Lacalle Pou (Uruguai, 49,8%) e Santiago Peña (Paraguai, 46,7%). Sua desaprovação atingiu 53,1%, influenciada por fatores como o escândalo de fraudes no INSS e a crise econômica agravada pelas tarifas de 50% impostas pelos EUA e de até 77% pela Venezuela.

Globalmente, Lula não aparece entre os 24 líderes listados pela Morning Consult, mas dados regionais de maio de 2025 indicam uma queda de sua aprovação de 49,7% para 47,4%, com 48,8% de imagem negativa. A crise econômica, marcada por uma queda de 63% no financiamento para a construção civil e a ameaça de demissões em massa no setor automotivo, pesa contra o governo. As tarifas americanas, justificadas por Trump como resposta ao “ativismo judicial” do STF, e a lista de sanções contra três ministros do STF (Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes) sob a Lei Magnitsky intensificam o isolamento do Brasil, impactando a popularidade de Lula.

Contexto da Crise BrasileiraAs tensões internacionais, incluindo a provocação de Celso Amorim, que comparou Trump à União Soviética no Financial Times, e a denúncia contra Moraes na OEA, reforçam a percepção de isolamento do Brasil. A ameaça de demissões no setor automotivo, com montadoras como Volkswagen e Stellantis alertando para a perda de 5.000 empregos diretos e 50.000 indiretos caso um pacote pró-China seja implementado, adiciona pressão interna. A construção civil, com uma queda de 63% no financiamento, enfrenta o risco de perder 250.000 empregos, segundo a CBIC, agravando a crise econômica e a desaprovação de Lula.

Em contraste, Milei capitaliza a redução da inflação na Argentina, enquanto Modi se beneficia do crescimento econômico indiano. Lula, por sua vez, enfrenta críticas por políticas como o incentivo à BYD, que geram atritos com a indústria nacional, e por dificuldades em conter a inflação (projetada em 5,5%) e a desvalorização do real (R$ 5,50). A aposta nos BRICS, defendida por Amorim, é uma tentativa de mitigar o impacto das tarifas, mas não compensa a perda de mercados como os EUA, que absorvem US$ 40,4 bilhões em exportações brasileiras.Reações e PerspectivasNo Brasil, a baixa popularidade de Lula é explorada por opositores, como bolsonaristas, que celebram as sanções de Trump e a denúncia na OEA como pressão contra o STF. No entanto, pesquisas mostram um aumento na aprovação de Lula para 49,7% após o anúncio das tarifas americanas, com 62,2% dos brasileiros considerando-as injustificadas, indicando um efeito de união nacional contra pressões externas. Ainda assim, a crise econômica e as demissões iminentes podem reverter esse ganho.Na Argentina, Milei enfrenta críticas por medidas como a demissão de 5.000 funcionários públicos, mas mantém apoio devido à melhora econômica. Modi, por outro lado, consolida sua posição com uma base sólida, sem os desafios regionais enfrentados por Lula. A liderança de Lula dependerá de sua capacidade de negociar com os EUA, conter a crise interna e equilibrar os interesses da indústria nacional com os investimentos chineses.


Fontes:

  • Morning Consult, 4-10/07/2025
  • CB Consultoria Opinião Pública, 25/12/2024
  • Infomoney, 23/05/2025
  • Postagens no X

Mostrar mais artigos relacionados
Mostrar mais em Mundo
.