Geraldo Alckmin (E) ao lado do presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
Brasília, 27 de junho de 2025 – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sob o comando do vice-presidente Geraldo Alckmin, está no centro de uma polêmica envolvendo o uso do Fundo de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT). Acusações apontam que o fundo, que arrecadou R$ 112 milhões apenas entre fevereiro e março deste ano, segundo dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estaria sendo gerido fora do orçamento público, levantando suspeitas de falta de transparência e controle.
A denúncia partiu da deputada federal Carol de Toni (PL-SC), que solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma auditoria para investigar a administração do FNDIT. Em sua representação, a parlamentar classificou a situação como uma “farra fiscal”, argumentando que os recursos do fundo estão sendo executados sem a devida inclusão no orçamento público, o que contraria princípios de accountability e fiscalização. A prática, segundo ela, pode comprometer a lisura na aplicação dos valores arrecadados.
O MDIC confirmou que as operações do FNDIT não estão integradas ao orçamento público, o que intensificou as críticas de parlamentares da oposição. “É inaceitável que um fundo com tamanha relevância financeira opere à margem do controle orçamentário. Precisamos de clareza sobre como esses milhões estão sendo utilizados”, declarou a deputada De Toni.
O FNDIT, gerido pelo BNDES, tem como objetivo financiar projetos de inovação e desenvolvimento industrial, mas a falta de detalhamento sobre os gastos levantou questionamentos. Até o momento, não há evidências concretas de desvios ou irregularidades, mas o TCU deve analisar o caso para determinar se houve má gestão ou violação de normas fiscais.
Procurado, o Ministério de Alckmin não se pronunciou oficialmente sobre as acusações até o fechamento desta matéria. O caso segue em aberto, com expectativa de que o TCU emita um parecer preliminar nas próximas semanas. Enquanto isso, a polêmica alimenta o debate sobre transparência na gestão de recursos públicos e coloca o ministro-vice-presidente sob pressão.
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