- Cessar-fogo imediato e troca de prisioneiros: Se aceito pelo Hamas, o acordo prevê a liberação de todos os reféns israelenses retidos em Gaza (cerca de 48, dos quais 20 presumivelmente vivos) em até 72 horas.
- Em contrapartida, Israel libertaria 250 prisioneiros palestinos condenados à morte e 1.700 detidos após o ataque de 7 de outubro de 2023, além de devolver 15 corpos para cada refém solto.
- Governo transitório e desmilitarização: Gaza seria administrada por um comitê palestino “tecnocrático e apolítico”, supervisionado por um “Conselho da Paz” presidido por Trump. O órgão incluiria o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e outros líderes internacionais a serem anunciados. O Hamas e facções terroristas seriam excluídos de qualquer papel governamental, com anistia oferecida apenas a combatentes que entregarem armas e concordarem em “coexistir” com Israel. Países árabes e muçulmanos assumiram compromisso para desmilitarizar o território rapidamente.
- Reconstrução e segurança: O plano prevê a suspensão de operações militares israelenses e a retirada gradual das Forças de Defesa de Israel (FDI) de Gaza, com entrada de ajuda humanitária supervisionada pela ONU e Cruz Vermelha. Há menção a um fundo de desenvolvimento econômico para restaurar infraestruturas, como linhas energéticas, e abertura para negociações sobre um Estado palestino no futuro – uma concessão que Netanyahu historicamente resiste, mas que ele agora diz estar “preparando o terreno” para uma paz regional mais ampla.
Trump destacou que o acordo abre portas para expandir os Acordos de Abraão, inclusive com a possibilidade de o Irã se juntar, e criticou países europeus por reconhecerem unilateralmente o Estado palestino. “Israel é generoso, como em 2005 ao deixar Gaza”, disse o presidente, referindo-se à retirada unilateral israelense.Reações: Otimismo de Trump, Cautela de Netanyahu e Silêncio do HamasA coletiva na Casa Branca foi marcada por otimismo trumpiano, com o presidente prevendo que “em poucos dias, as balas devem silenciar em Gaza”. Netanyahu, porém, adotou tom mais cauteloso: “Se o Hamas rejeitar o plano ou aceitá-lo e fazer tudo para combatê-lo, Israel terminará o trabalho sozinho. Pode ser pelo caminho fácil ou pelo difícil, mas será feito”. Ele enfatizou que a Autoridade Palestina só teria papel em Gaza após “reformas radicais”, descartando qualquer envolvimento imediato do Hamas ou da entidade.O Hamas ainda não se manifestou oficialmente, mas fontes próximas ao grupo indicam recusa em desarmar sem garantias sobre a ocupação israelense e o direito de retorno de refugiados. Analistas apontam que a exclusão do Hamas do futuro governo pode ser um obstáculo fatal, enquanto aliados ultranacionalistas de Netanyahu, como os ministros Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir, já criticam o plano por abrir brechas para um Estado palestino – uma “linha vermelha” para a coalizão de direita israelense.No Oriente Médio, líderes árabes expressaram apoio inicial, com os Emirados Árabes Unidos pressionando Netanyahu a aceitar e alertando contra anexações na Cisjordânia. Em Gaza, moradores como Mohammed Abu Rabee, de 34 anos, misturam exaustão e desconfiança: “Não espero nada de Trump, que apoia Netanyahu na destruição de Gaza para criar uma ‘Riviera’ do Oriente Médio”.















