Nicolás Maduro e esposa Cilia Flores são capturados por forças dos EUA em operação militar de grande escala

Caracas/Washington, 3 de janeiro de 2026
Em um dos episódios mais dramáticos da crise venezuelana nos últimos anos, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, foram capturados durante a madrugada deste sábado por forças especiais norte-americanas, segundo anúncio oficial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A operação, descrita pelo mandatário americano como um “ataque de grande escala contra a Venezuela”, envolveu explosões em instalações militares em Caracas — incluindo a base de Fuerte Tiuna e o aeródromo de La Carlota —, sobrevoos de aeronaves de baixo nível e ação de tropas de elite, entre elas a Delta Force do Exército dos EUA.Pouco após as 2h (hora local),
Trump publicou em sua rede Truth Social:

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que, junto com sua esposa, foi capturado e retirado do país por avião. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos Estados Unidos.”
A captura ocorre exatamente 36 anos após a invasão americana ao Panamá (3 de janeiro de 1990), quando o ditador Manuel Noriega também foi detido e levado para julgamento nos EUA — fato que tem sido destacado por analistas como uma coincidência simbólica.O senador republicano Mike Lee (Utah) afirmou ter conversado com o secretário de Estado Marco Rubio, que confirmou: Maduro foi preso por agentes norte-americanos para ser julgado por crimes nos Estados Unidos, e a ação militar teve como objetivo proteger a equipe que executava o mandado de prisão.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, detalhou as acusações em publicação no X:
“Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram formalmente indiciados no Distrito Sul de Nova York por conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir armas e explosivos contra os Estados Unidos. Em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo e tribunais americanos.”
Maduro era alvo de um mandado de prisão americano desde 2020, com recompensa que chegou a US$ 50 milhões após aumentos sucessivos no governo Trump.O governo venezuelano, por sua vez, declarou estado de emergência nacional e denunciou uma “grave agressão militar” dos Estados Unidos.
A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e Flores, exigindo “prova de vida imediata” do casal.
O que acontece agora?
A Constituição venezuelana prevê que, em caso de ausência do presidente, o poder passe para a vice-presidente Delcy Rodríguez. No entanto, a situação política no país permanece extremamente incerta, com relatos de ruas vazias em Caracas, bloqueios em rodovias e temores de novos confrontos ou êxodo em massa para países vizinhos.A comunidade internacional reage dividida: enquanto líderes de direita na América Latina (incluindo Javier Milei, da Argentina) celebraram a notícia com frases como “A liberdade avança”, governos de esquerda e Rússia pediram “esclarecimentos urgentes” e condenaram a ação como violação da soberania.O presidente Trump anunciou coletiva de imprensa para as 11h (horário de Washington) em Mar-a-Lago, onde deverá detalhar os próximos passos da operação e o destino imediato de Maduro e Cilia Flores.Por ora, a captura marca o fim abrupto de mais de uma década de poder de Nicolás Maduro na Venezuela — e o início de um novo e imprevisível capítulo para o país.

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