Presidente Donald Trump (Foto/Reprodução/Redes Sociais)
O relatório anual de 2024 do Departamento de Estado dos EUA, divulgado em 12 de agosto de 2025, acusa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de violações de direitos humanos no Brasil. O documento aponta retrocessos significativos em áreas como liberdade de expressão, repressão política e violência policial, com críticas específicas ao Supremo Tribunal Federal (STF), em particular ao ministro Alexandre de Moraes.
Entre os principais pontos destacados:
- Liberdade de expressão: O relatório alega que o governo Lula suprimiu desproporcionalmente o discurso de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, jornalistas e políticos, muitas vezes em processos judiciais sigilosos, sem garantias de devido processo legal. Cita a suspensão de mais de 100 perfis na plataforma X (antigo Twitter) por ordem de Moraes, além do bloqueio temporário da plataforma no Brasil por 38 dias, em resposta à recusa da empresa em nomear um representante legal.
- Violência policial e discriminação: O documento destaca a violência policial, com homicídios desproporcionalmente contra jovens negros, discriminação racial persistente e aumento da violência de gênero, incluindo feminicídios. Também menciona conflitos por terras e assassinatos de indígenas, agravados por políticas públicas inadequadas.
- Declarações de Lula sobre Gaza: O relatório critica uma fala de Lula, em fevereiro de 2024, comparando a ofensiva de Israel em Gaza ao Holocausto, classificada como antissemita pela Confederação Israelita do Brasil (CONIB).
- Detenções pós-8 de janeiro: Acusa o governo de manter centenas de manifestantes do 8 de janeiro de 2023 detidos por meses sem acusações formais ou acesso a assistência jurídica, alegações que foram rechaçadas pelo STF.
O relatório, produzido sob a administração de Donald Trump, reflete uma postura mais crítica em relação ao Brasil, contrastando com o relatório de 2023 (gestão Biden), que considerou as eleições brasileiras justas. Críticos, como a Anistia Internacional e ex-autoridades do Departamento de Estado, acusam o documento de politização, apontando que ele minimiza abusos em países aliados de Trump, como El Salvador e Israel, enquanto intensifica críticas a rivais como Brasil e África do Sul.
O governo brasileiro e o STF não responderam oficialmente às acusações até a data de publicação do relatório. As críticas coincidem com sanções dos EUA contra Moraes, via Lei Magnitsky, e tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, justificadas como resposta à suposta “perseguição” a Bolsonaro.
Grok/X















