Senador republicano diz que Brasil poderá sofrer tarifas de 500%

A afirmação de que um senador republicano disse que o Brasil poderá sofrer tarifas de 500% refere-se a um projeto de lei bipartidário nos Estados Unidos, com apoio de 85 dos 100 senadores, que propõe tarifas de até 500% sobre importações de países que compram petróleo, gás e urânio da Rússia. O Brasil, como o segundo maior importador de diesel russo em 2024 (US$ 5,4 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), é um dos alvos. O senador republicano Lindsey Graham, um dos autores do projeto, mencionou o Brasil diretamente, afirmando que países como China, Índia e Brasil “se prejudicarão muito” se continuarem comprando da Rússia, com o objetivo de pressionar Putin nas negociações sobre a guerra na Ucrânia.

No entanto, a proposta ainda está em discussão no Senado dos EUA, e sua aprovação não é garantida. O Brasil, por sua vez, pode responder com medidas baseadas na Lei da Reciprocidade Econômica, como já sinalizado pelo governo Lula em resposta a outras tarifas anunciadas por Trump, de 50% sobre produtos brasileiros. O impacto de tarifas tão elevadas seria significativo, especialmente para setores como petróleo e agropecuária, mas dependeria de isenções (como as aplicadas a petróleo em tarifas anteriores) e da capacidade do Brasil de redirecionar exportações para outros mercados, como China ou União Europeia.

Contexto e Reações

  • Justificativa dos EUA: O projeto visa sanções secundárias para isolar economicamente a Rússia, mas críticos, como o economista Paul Krugman, apontam motivações políticas, especialmente em tarifas relacionadas a questões internas brasileiras, como o julgamento de Jair Bolsonaro.
  • Resposta Brasileira: Lula classificou tais medidas como interferência inaceitável e prometeu retaliar, caso necessário, com base na soberania nacional.
  • Impacto Econômico: Apesar do risco, as exportações brasileiras para os EUA representam menos de 2% do PIB, e especialistas sugerem que o impacto seria limitado, especialmente se commodities como petróleo forem isentas.

Relação com Juros no Governo LulaEmbora o tema das tarifas não esteja diretamente ligado à média elevada da Selic nos governos Lula (18,7% no primeiro mandato, 11,1-11,8% no segundo e 12,25-12,5% no atual), as tarifas podem amplificar pressões econômicas. Juros altos já limitam o crescimento, e tarifas de 500% poderiam aumentar custos de exportação, pressionando a inflação e, consequentemente, a política monetária do Banco Central, que mantém a Selic elevada para conter a inflação (atualmente em 4,9%, a menor do século).

Para mais detalhes, consulte fontes como o Banco Central para dados da Selic e reportagens da CBN ou G1 sobre as tarifas

 

Grok/X

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