Um poderoso terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter atingiu a costa sul da Argentina na manhã desta sexta-feira, 2 de maio de 2025, às 09:58 (horário de Brasília), abalando a região de Tierra del Fuego e reverberando por áreas próximas, incluindo o sul do Chile. O epicentro foi registrado a 219 km ao sul de Ushuaia, capital da província de Tierra del Fuego, e a 225 km a sudeste da cidade, em uma profundidade de 48 km, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor também foi sentido em Punta Arenas, no Chile, a cerca de 446 km do epicentro.
Detalhes do Evento
O sismo ocorreu na Passagem Drake, uma região tectonicamente ativa entre as placas da América do Sul e da Antártica, conhecida por sua alta sismicidade devido à interação entre placas tectônicas. A profundidade relativamente rasa (48 km) ampliou a percepção do tremor em áreas costeiras, mas a distância do epicentro de centros urbanos reduziu o potencial de danos graves.
Segundo relatos iniciais, o terremoto gerou pânico em Ushuaia e Puerto Williams (Chile), com moradores evacuando prédios e buscando áreas abertas. Até o momento, não há registros confirmados de vítimas ou danos estruturais significativos, mas autoridades argentinas e chilenas estão avaliando possíveis impactos. A Defesa Civil da província de Tierra del Fogo informou que o tremor não foi sentido com intensidade em áreas urbanas densamente povoadas, o que minimizou riscos imediatos.
Alerta de Tsunami
Um alerta de tsunami foi emitido para áreas costeiras dentro de um raio de 300 km do epicentro, abrangendo partes do sul do Chile e da Argentina, segundo a Red Alerta Chile. No entanto, o Centro Nacional de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos e a Direção de Hidrografia e Navegação do Peru (DHN) confirmaram que o tremor não gerou risco de tsunami para o litoral peruano, e o alerta foi descartado para outras regiões após avaliações preliminares.
Contexto Geológico
A região da Passagem Drake e Tierra del Fuego está situada em uma zona de interação entre a Placa Sul-Americana e a Placa Antártica, com movimentos de subducção e falhas que frequentemente geram tremores. Embora menos intensa que a zona de subducção da Placa de Nazca ao longo do Chile e Peru, a área é propensa a sismos de moderada a alta magnitude. Eventos anteriores, como o terremoto de magnitude 6,3 em 2010 na mesma região, também não causaram danos significativos devido à baixa densidade populacional e à localização offshore dos epicentros.
Reações e Medidas
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Argentina: O governo argentino mobilizou equipes de emergência para monitorar a situação em Tierra del Fuego. O USGS estima que a probabilidade de fatalidades é baixa, dado o isolamento do epicentro e a resistência das construções locais a tremores.
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Chile: Em Puerto Williams e Punta Arenas, autoridades locais inspecionam infraestruturas portuárias e rodoviárias, que podem ser vulneráveis a deslizamentos de terra ou danos menores.
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Comunidade: Nas redes sociais, moradores de Ushuaia compartilharam relatos de tremores intensos, com objetos caindo de prateleiras e breves interrupções de energia. Um usuário no X descreveu o evento como “um sacudir forte, mas rápido, que assustou mais do que causou estragos”.
Histórico de Terremotos na Região
A América do Sul é frequentemente afetada por terremotos devido à sua localização no chamado “Círculo de Fogo do Pacífico” e à dinâmica das placas tectônicas. Em 1960, o maior terremoto já registrado, de magnitude 9,5, ocorreu em Valdivia, no Chile, a cerca de 1.000 km ao norte do epicentro atual, causando tsunamis devastadores e milhares de mortes. Mais recentemente, tremores de magnitude 7,0 a 7,5 atingiram o Peru (2024) e Honduras (2025), destacando a atividade sísmica contínua na região.
Recomendações às Autoridades e População
Especialistas do Centro de Sismologia da USP e do USGS recomendam que moradores de áreas afetadas:
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Verifiquem a integridade de suas residências, especialmente rachaduras ou danos em paredes de alvenaria.
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Mantenham planos de evacuação atualizados, considerando o risco de réplicas, que podem variar de magnitude 4,0 a 5,0 nas próximas horas ou dias.
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Evitem áreas costeiras até que todos os alertas de tsunami sejam oficialmente descartados.
O governo argentino e chileno continuam monitorando a situação, com equipes de resposta a desastres prontas para agir caso réplicas ou danos sejam reportados. A comunidade internacional, incluindo o Brasil, expressou solidariedade, com o Itamaraty acompanhando possíveis impactos em cidadãos brasileiros na região.
Para atualizações em tempo real, acompanhe os canais oficiais do USGS, da E-REDES (para eventuais impactos em infraestruturas elétricas) e autoridades locais.
Fontes: Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), Red Alerta Chile, Direção de Hidrografia e Navegação do Peru (DHN), e relatos de usuários no X















