Trump Admite Estudar Restrições de Vistos para Delegações do Brasil e Outros Países na ONU, Incluindo Irã, Sudão e Zimbábue

Washington, 6 de setembro de 2025Washington –
Em uma escalada das tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e o Brasil, o presidente Donald Trump admitiu nesta sexta-feira (5) que seu governo está avaliando a imposição de restrições de vistos para delegações brasileiras na Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova York na próxima semana.
A medida, que também atingiria países como Irã, Sudão e Zimbábue, é justificada por Trump como resposta à “virada radical à esquerda” do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, “prejudica muito o Brasil”. “Estamos muito chateados com o Brasil, apesar de amar o povo brasileiro”, afirmou Trump durante entrevista coletiva na Casa Branca, deixando em aberto a possibilidade de sanções adicionais.

A declaração, proferida em inglês (“We’re very upset with Brazil. The government has gone radical left, and it’s hurting Brazil badly”), surge no contexto de tarifas de 50% já impostas sobre produtos brasileiros, vistas como retaliação política à postura soberanista de Lula em fóruns internacionais e à campanha de Eduardo Bolsonaro (PL) nos EUA. Trump não descartou ações contra a delegação brasileira na ONU, onde Lula planeja discursar sobre soberania e mudanças climáticas. “Então, veremos”, concluiu o presidente americano, sinalizando que a decisão final pode vir nos próximos dias.

Contexto: Uma Medida Contra “Regimes Radicais”A proposta de restrições de vistos não é inédita no mandato de Trump, que já aplicou sanções semelhantes a nações consideradas adversárias, como Irã e Venezuela.

Segundo fontes do Departamento de Estado, a lista inclui países com governos “de esquerda radical” ou em conflito com políticas americanas de segurança e comércio.
O Irã, por seu programa nuclear e apoio a grupos militantes; o Sudão, por instabilidade política e violações de direitos humanos; e o Zimbábue, por corrupção e repressão sob o regime de Emmerson Mnangagwa, seriam alvos prioritários. O Brasil entra na mira devido às críticas de Trump ao que chama de “ingerência antiamericana” de Lula, especialmente em relação à BRICS e à defesa da multipolaridade global.

Relatos indicam que o governo Trump estuda limitar vistos B1/B2 (negócios e turismo) e diplomáticos para delegações desses países, possivelmente exigindo aprovações especiais do Departamento de Segurança Interna (DHS).

Isso poderia impedir a participação plena de representantes brasileiros na ONU, forçando-os a se conectar remotamente – uma humilhação diplomática em meio ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF e aos protestos previstos para o 7 de setembro no Brasil. “É uma forma de pressionar regimes que não se alinham aos nossos interesses”, comentou um oficial do governo sob anonimato.

Reações no Brasil: Polarização nas Redes e Silêncio Governamental

A notícia explodiu nas redes sociais brasileiras, com bolsonaristas celebrando o “recado de Trump” como prova de que Lula “está destruindo o país”. Perfis como

@FreeBubble40637

postaram: “URGENTE: Trump deu o recado: Lula é um radical de esquerda e está prejudicando muito o Brasil. Possibilidade de restrições de vistos para a delegação na ONU!”

O deputado Giovani Cherini (PL-RS) ecoou: “Trump está certo: o governo radical de esquerda está afundando o Brasil”.

Do lado petista, o silêncio inicial do Planalto reflete uma estratégia de não dar munição ao adversário. Fontes do Itamaraty classificam a ameaça como “ingerência imperialista”, alinhada à narrativa de soberania que Lula defenderá nos atos do Grito dos Excluídos neste domingo.
A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) reagiu: “Trump quer isolar o Brasil por defender a democracia? Isso só fortalece nossa luta contra o golpismo”. Analistas como Creomar de Souza alertam: “É uma jogada para influenciar as eleições de 2026, apoiando indiretamente o bolsonarismo”.
Internacionalmente, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, chamou a medida de “ataque à Carta da ONU”, enquanto o Zimbábue ameaçou retaliações comerciais. O Sudão, em meio a sua guerra civil, vê a restrição como agravante à crise humanitária.

Impactos Econômicos e Diplomáticos Economicamente, as restrições de vistos somam-se às tarifas de 50%, que podem custar ao Brasil US$ 10 bilhões em exportações de aço e soja, segundo o Ministério da Economia. Diplomáticamente, isso isola o Brasil na ONU, onde Lula busca liderança no G20 e na COP30.

Com o 7 de setembro se aproximando, marcado por manifestações pela anistia em 40 cidades, a ameaça de Trump pode inflamar as ruas: bolsonaristas a veem como endosso à “liberdade”, enquanto a esquerda a usa para mobilizar contra o “imperialismo”.
Por ora, o mundo assiste a um 7 de setembro que, além de polarizado internamente, ganha contornos globais – com Washington ditando o tom da independência brasileira.
Grok/X

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