Trump afirma que Cuba “está prestes a cair” após captura de Maduro por forças americanas

Washington/Palm Beach, 5 de janeiro de 2026
Em declarações explosivas feitas a bordo do Air Force One e em entrevistas recentes, o presidente Donald Trump afirmou que o regime comunista de Cuba está “pronto para cair” (“ready to fall”), sem necessidade de intervenção militar direta dos Estados Unidos.
A declaração veio logo após a operação militar americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado histórico de Havana, no sábado (3).Trump destacou que a perda de Maduro representa um golpe devastador para Cuba, que dependia fortemente da Venezuela para suprimento de petróleo subsidiado e apoio de segurança. “Cuba está prestes a cair por conta própria.
Cuba está indo muito mal”, disse o presidente, segundo relatos de veículos como Fox News, The Guardian e USA Today. Em outra ocasião, ele reforçou: “Cuba está prestes a ficar fora de combate” (“Cuba’s about to be down for the count”).Contexto das declaraçõesAs falas ocorrem em meio à crise desencadeada pela “Operação Resolução Absoluta”, na qual forças especiais dos EUA invadiram Caracas, capturaram Maduro e sua esposa Cilia Flores, e os transferiram para Nova York, onde enfrentarão acusações federais de narcoterrorismo, tráfico de drogas e armas.
Durante a operação, pelo menos 32 cubanos — membros da segurança presidencial venezuelana — foram mortos, conforme confirmado pelo governo cubano.Trump reconheceu as mortes, afirmando que “muitos cubanos foram mortos tentando proteger [Maduro]”. Ele também sugeriu que a queda iminente de Cuba seria “por vontade própria”, devido à grave crise econômica na ilha, agravada por blecautes frequentes, escassez de combustível e a perda do apoio venezuelano após o bloqueio naval americano.
“É muito semelhante no sentido de que queremos ajudar o povo de Cuba, mas também queremos ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba e vivem neste país”, declarou Trump em coletiva de imprensa em Mar-a-Lago.

O secretário de Estado Marco Rubio, de origem cubano-americana, reforçou o tom ameaçador, dizendo que autoridades cubanas deveriam estar “preocupadas” e classificando o regime como um “desastre dirigido por homens incompetentes e senis”.

Reações internacionais e em Cuba
O governo cubano condenou veementemente a operação americana como “sequestro bárbaro” e “terrorismo de Estado”.
O presidente Miguel Díaz-Canel realizou atos de apoio a Maduro em Havana, enquanto o Partido Comunista Cubano divulgou nota oficial sobre as mortes de seus cidadãos.Analistas apontam que a captura de Maduro remove um pilar fundamental da aliança bolivariana, deixando Cuba ainda mais isolada em meio a uma das piores crises energéticas e econômicas de sua história recente.
Governos como Brasil, México e Colômbia criticaram a ação dos EUA como violação da soberania e precedente perigoso.
Enquanto Maduro aguarda audiência em tribunal federal em Nova York (prevista para os próximos dias), Trump mantém a pressão na região: reiterou que os EUA estão “no comando” da Venezuela durante a transição e exigiu “acesso total” ao petróleo do país.
A declaração sobre Cuba é vista como parte de uma estratégia mais ampla de Trump para reafirmar influência americana no hemisfério ocidental, especialmente contra regimes alinhados a Rússia, China e Irã. A situação na região permanece altamente volátil, com temores de novas escaladas.

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