Trump Detona Governo Lula: “Virou uma Esquerda Radical e Está Prejudicando Muito o Brasil”

Washington, 6 de setembro de 2025Washington – Em declarações que ecoam como um trovão nas relações bilaterais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o governo brasileiro de Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (5), durante entrevista coletiva na Casa Branca. “O governo brasileiro mudou radicalmente. Virou uma esquerda radical, e isso está prejudicando muito o Brasil. Eles estão se saindo muito mal”, disparou Trump, em inglês: “The government of Brazil has changed radically. It’s gone very radical left, and it’s hurting Brazil very badly. They’re doing very poorly.”

A fala, que viralizou nas redes sociais e foi reproduzida por perfis conservadores no Brasil, ocorre em meio a tensões comerciais e políticas, incluindo o recente “tarifaço” de 50% imposto por Trump aos produtos brasileiros, visto como retaliação à campanha de Eduardo Bolsonaro nos EUA e à postura de Lula em fóruns internacionais.Contexto das Críticas: Tarifas e Isolamento InternacionalAs palavras de Trump não surgem do nada. Elas fazem parte de uma escalada de atritos entre Washington e Brasília, agravados pela imposição de tarifas punitivas aos exportadores brasileiros – uma medida que Trump justificou como “política”, ligada à suposta “virada à esquerda radical” do governo Lula. “Estou muito chateado com o Brasil, apesar de amar o povo brasileiro”, acrescentou o presidente americano, separando explicitamente a população da liderança atual.

Ele não descartou novas restrições, como limitações de vistos durante a Assembleia Geral da ONU, o que poderia isolar ainda mais o Brasil no cenário global.A declaração foi proferida em resposta a perguntas sobre as relações EUA-Brasil, em um momento em que o mundo observa o feriado da Independência brasileira neste domingo (7 de setembro). Analistas veem nisso uma tentativa de Trump de fortalecer sua base conservadora doméstica, ao criticar governos de esquerda na América Latina, enquanto pressiona por alinhamentos mais pró-EUA. No Brasil, o episódio coincide com manifestações bolsonaristas pela anistia aos atos de 8 de janeiro, que usam o discurso trumpista para atacar o STF e o governo Lula.Reações no Brasil: Apoio da Direita e Silêncio do PlanaltoAs redes sociais explodiram com a fala de Trump. Perfis bolsonaristas, como o do deputado federal Giovani Cherini (PL-RS), ecoaram o recado: “URGENTE: Trump deu o recado: Lula é um radical de esquerda e está prejudicando muito o Brasil.”

Outros, como

@ClauAker

, interpretaram o “So, we will see” (“Então, veremos”) de Trump como uma ameaça velada: “Isso vindo do Trump deveria deixar a esquerda de cabelo em pé!”

O Jornal da Direita Online destacou: “Trump afirmou que o governo brasileiro ‘mudou radicalmente para a esquerda’, tornando-se uma ‘esquerda radical’ e que isso estaria prejudicando o país.”

Do lado governista, o silêncio foi a resposta inicial. O Palácio do Planalto e o Itamaraty não emitiram nota oficial até o momento, mas fontes próximas ao presidente Lula indicam que a declaração será tratada como “ingerência externa”, alinhada à narrativa de soberania nacional defendida nos atos do Grito dos Excluídos. A RT Brasil, por sua vez, reportou: “Trump classificou o governo brasileiro como ‘esquerda muito radical’ e disse que isso estaria prejudicando o país. Segundo ele, as tarifas impostas contra o Brasil têm motivação política.”

Impacto Econômico e Político: Um Brasil DivididoEconomicamente, as críticas de Trump agravam o cenário para o Brasil, já pressionado por inflação e recessão. As tarifas de 50% sobre aço, soja e outros itens brasileiros, impostas em retaliação à “postura antiamericana” de Lula, podem custar bilhões em exportações, segundo estimativas do Ministério da Economia. Políticamente, o episódio alimenta a polarização interna: enquanto a direita usa a fala para convocar mais protestos no 7 de setembro, a esquerda a vê como prova de “imperialismo yankee”.Especialistas como o cientista político Creomar de Souza comentam: “Trump está jogando lenha na fogueira das eleições de 2026, apoiando indiretamente o bolsonarismo ao demonizar Lula como ‘radical left'”.

Com atos previstos em mais de 40 cidades brasileiras pela anistia e soberania, o 7 de setembro ganha contornos internacionais, com o eco de Washington reverberando nas ruas de São Paulo e Brasília.Resta saber se essa “descontentamento” de Trump se traduzirá em ações concretas, como mais sanções, ou se ficará no campo retórico. Por ora, o Brasil acorda neste sábado com um presidente americano que, mais uma vez, coloca o país no centro de sua agenda global – e não de forma elogiosa.

 

Grok/X

Mostrar mais artigos relacionados
Mostrar mais em Mundo
.