Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quarta-feira (12) um briefing atualizado de altos comandantes militares com opções para operações em solo venezuelano, incluindo ataques aéreos precisos contra instalações ligadas ao narcotráfico e bases militares leais a Nicolás Maduro.
A informação foi revelada pela CBS News e confirmada por múltiplas fontes à CNN e ao The New York Times, marcando uma escalada significativa na pressão americana contra o regime chavista.De acordo com as reportagens, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, apresentaram ao presidente planos que vão além dos ataques já realizados contra embarcações no Caribe.
Entre as opções na mesa:
- Ataques aéreos limitados a laboratórios de refinamento de cocaína, pistas clandestinas e portos usados por cartéis;
- Greves contra instalações militares acusadas de proteger traficantes, como bases aéreas e navais;
- Operações cibernéticas e de forças especiais para desestabilizar o comando chavista;
- Possibilidade de apoio a uma intervenção regional, com envolvimento indireto de países como Colômbia e Brasil.
Fontes do Pentágono afirmam que Trump perguntou durante o briefing: “Por que não avançamos logo com isso?”.
O presidente teria classificado Maduro como “narco-terrorista” e insistido que “os Estados Unidos não podem permitir que Rússia, Irã e China mantenham uma base antiamericana no nosso quintal”.O contexto da escaladaDesde setembro de 2025, os EUA realizam ataques quase diários contra barcos supostamente ligados ao “Cartel de los Soles” e ao Tren de Aragua – grupos que Washington designou como organizações terroristas.
Até o momento:
- Mais de 20 ataques em águas internacionais;
- Pelo menos 80 mortos, segundo números oficiais do Departamento de Defesa;
- Deslocamento do porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford, o mais moderno da frota americana, para o Caribe – acompanhado por submarinos, caças F-35 e cerca de 10 mil militares.
A justificativa oficial é o combate ao narcotráfico, mas analistas e ex-oficiais americanos consultados por veículos como The Washington Post e The Atlantic afirmam que o objetivo real é forçar a queda de Maduro, acusado de transformar a Venezuela em “narco-Estado”.Reação em Caracas e na região Nicolás Maduro respondeu mobilizando milhões de milicianos e anunciando exercícios conjuntos com forças russas e iranianas para dezembro.
Em pronunciamento nesta quinta-feira, chamou Trump de “imperialista louco” e prometeu que qualquer ataque encontrará “uma resposta como enxame de abelhas”.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, classificou qualquer ameaça de uso da força como “inadmissível” e defendeu solução diplomática. Colombia e Guiana elevaram alerta nas fronteiras, temendo uma nova onda migratória caso haja confronto aberto.
O que dizem os especialistas
- Elliott Abrams (ex-enviado especial para Venezuela no primeiro governo Trump): “A presença do Gerald Ford é um relógio contando regressiva. Ou Maduro cede, ou haverá ação.”
- Mark Cancian (Centro de Estudos Estratégicos Internacionais): “Os EUA têm capacidade para destruir alvos específicos em horas, mas uma ocupação seria outro Iraque.”
- Juristas internacionais alertam que ataques sem aval da ONU ou do Congresso americano podem ser considerados ilegais.
A Casa Branca não comentou oficialmente as reportagens, mas um porta-voz reiterou que “todas as opções estão na mesa para proteger os interesses americanos”.
Trump, em postagem no Truth Social nesta manhã, escreveu: “Maduro vai aprender que brincar com os EUA tem preço alto. Muito em breve.”A situação segue em desenvolvimento.
Analistas preveem que uma decisão final pode vir nos próximos dias, antes mesmo da transição completa de poder – Trump já atua como presidente em funções de segurança nacional desde a eleição.
O mundo observa tenso: o Caribe pode estar a um passo de seu maior conflito armado desde a invasão do Panamá, em 1989.















