Trump retira os EUA da UNESCO por “preconceito antiamericano e anti-Israel”, citando antissemitismo dentro da organização.

Em 22 de julho de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a retirada dos Estados Unidos da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), apontando como razões o suposto “preconceito antiamericano e anti-Israel” da organização, além de sua agenda “woke” e políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). A decisão, reportada pelo New York Post e mencionada em postagens no X, como as de

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e

@DiretoDaAmerica

, veio após uma revisão de 90 dias ordenada por Trump em fevereiro de 2025, que examinou possíveis sentimentos antissemitas ou anti-Israel dentro da UNESCO.

Contexto da Decisão

  • Motivações Declaradas: Segundo a porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, a UNESCO promove “causas culturais e sociais divisivas” que não estariam alinhadas com as políticas de senso comum apoiadas pelos americanos. Críticas específicas incluem:
    • Resoluções da UNESCO que classificam locais sagrados judaicos, como o Monte do Templo, como “sítios de patrimônio palestino”, usando apenas nomes árabes.
    • Declarações que referem a Palestina como “ocupada” por Israel, sem críticas ao Hamas, o que é visto como viés pró-palestino.
    • Influência chinesa, com Pequim sendo o segundo maior financiador da organização e ocupando cargos de liderança.
  • Histórico: Esta é a segunda vez que Trump retira os EUA da UNESCO. Em 2017, durante seu primeiro mandato, ele saiu da organização citando “viés anti-Israel” e dívidas acumuladas de US$ 550 milhões. Os EUA voltaram a integrar a UNESCO em 2023, sob o governo Biden, que prometeu pagar mais de US$ 600 milhões em contribuições atrasadas.
  • Revisão de 2025: A revisão de 90 dias, conduzida pelo Secretário de Estado Marco Rubio, também avaliou se a UNESCO apoia os interesses americanos, destacando preocupações com suas políticas de DEI e suposto alinhamento pró-China.

Críticas e Controvérsias

  • Perspectiva da UNESCO: A ex-diretora-geral Irina Bokova defendeu a relevância da organização, destacando programas de educação, preservação cultural e combate ao extremismo violento, como iniciativas de alfabetização no Afeganistão e preservação de patrimônio no Iraque e na Líbia. Ela também enfatizou esforços contra o antissemitismo, como programas de educação sobre o Holocausto.
  • Acusações de Antissemitismo: Embora Trump cite antissemitismo, críticos apontam que suas próprias ações e declarações têm sido acusadas de perpetuar estereótipos antissemitas. Por exemplo:
    • Em 2019, Trump disse que judeus que votam nos democratas mostram “falta de conhecimento ou grande deslealdade”, evocando o tropo de “dupla lealdade”.
    • Em 2024, ele afirmou que, se perdesse a eleição, “os judeus teriam muito a ver com isso”, sugerindo que judeus democratas seriam responsáveis pela destruição de Israel.
    • Associações com figuras controversas, como Nick Fuentes, um supremacista branco, em 2022, geraram críticas de organizações judaicas.
  • Reações Mistas: Enquanto alguns grupos judaicos, como a Coalizão Judaica Republicana, elogiam as ações de Trump contra o antissemitismo, outros, como o Conselho Judaico para Assuntos Públicos, criticam sua abordagem como uma “falsa escolha” entre combater o antissemitismo e preservar a democracia, alertando que suas políticas podem normalizar figuras antissemitas.

Impactos

  • Financeiro: A saída dos EUA não deve impactar gravemente a UNESCO, que já opera com um orçamento reduzido desde 2011, quando os EUA suspenderam contribuições após a admissão da Palestina como membro pleno.
  • Geopolítico: A decisão reflete a política “America First” de Trump, que também incluiu a saída do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da UNRWA (agência para refugiados palestinos) em fevereiro de 2025, citando viés anti-Israel e antissemitismo.
  • Relação com o Brasil: Embora não diretamente ligada à UNESCO, a decisão de Trump se alinha com sua postura de pressão sobre países que considera alinhados a agendas contrárias aos interesses dos EUA. No caso do Brasil, as tarifas de 50% sobre importações, anunciadas em julho de 2025, e a revogação do visto do ministro Alexandre de Moraes do STF refletem tensões semelhantes, com críticas à suposta interferência em plataformas americanas como Truth Social. Isso pode agravar a crise diplomática, mas não há menção explícita ao Brasil no contexto da UNESCO.

Conexão com o BrasilAs tensões entre Brasil e EUA, mencionadas em suas perguntas anteriores, não estão diretamente ligadas à saída da UNESCO, mas compartilham o mesmo contexto de política externa de Trump. A imposição de tarifas e a retórica contra o Brasil, motivadas pela situação de Jair Bolsonaro e decisões do STF, indicam um padrão de ações unilaterais dos EUA contra países percebidos como desafiadores. A retaliação brasileira, com possíveis tarifas de 50%, poderia, como apontado pela Fiemg, custar 1,9 milhão de empregos e 2,2% do PIB, agravando a situação econômica já desafiadora, com o Brasil enfrentando aumento de tarifas Pill 5,76% nas tarifas de energia (ANEEL) e cortes no Bolsa Família.

ConclusãoA retirada dos EUA da UNESCO em 22 de julho de 2025, por Trump, reflete sua política de priorizar interesses americanos e combater o que ele considera viés anti-Israel e antissemitismo, embora suas próprias declarações tenham sido criticadas por perpetuar estereótipos antissemitas. A decisão tem impacto limitado na UNESCO, mas reforça a postura de confronto com organizações internacionais. No contexto brasileiro, essa ação se alinha com as tensões bilaterais atuais, e uma retaliação às tarifas americanas poderia agravar os desafios econômicos, incluindo os mencionados cortes no Bolsa Família e aumento nas tarifas de energia.

 

Para atualizações, recomendo acompanhar fontes oficiais como o New York Post ou comunicados da Casa Branca.

 

Grok/X

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