Trump Revoga Visto de Jorge Messias: Escalada Contra o Judiciário Brasileiro Atinge AGU em Meio a Sanções Familiares de Moraes

Washington/Brasília, 22 de setembro de 2025
O governo de Donald Trump ampliou sua ofensiva contra autoridades brasileiras ao revogar o visto de entrada nos Estados Unidos do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, nesta segunda-feira.
A medida, revelada por fontes em Washington à agência Reuters, faz parte de um pacote que inclui outras cinco figuras do Judiciário nacional, ainda não identificadas publicamente, e ocorre no mesmo dia em que sanções da Lei Global Magnitsky foram impostas à esposa de Alexandre de Moraes e a entidades ligadas à família do ministro do STF.Jorge Messias, nomeado por Lula em 2023 e conhecido por sua defesa ferrenha da soberania judicial, torna-se o mais recente alvo de uma série de retaliações americanas iniciadas em julho.
O Departamento de Estado, sob o comando de Marco Rubio, não confirmou oficialmente a ação até o momento, mas fontes indicam que a revogação visa “aliados de medidas que violam liberdades fundamentais”, em referência ao apoio de Messias a decisões do STF que regulam conteúdos em plataformas digitais como o X (ex-Twitter).
A restrição impede viagens aos EUA e pode complicar agendas internacionais, embora não congele bens diretamente.Contexto da Crise: De Moraes a Messias, uma Rede de PressõesA revogação de Messias soma-se a um histórico de confrontos bilaterais.
Em 18 de julho, Rubio anunciou a cassação de vistos de Moraes, seus familiares e aliados no STF – incluindo sete ministros e o procurador-geral Paulo Gonet, com exceções para André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Na época, Trump justificou as ações como defesa da “liberdade de expressão” contra ordens judiciais brasileiras que afetam big techs americanas, impondo ainda tarifas de 50% sobre importações do Brasil. Em 30 de julho, Moraes foi sancionado pela Magnitsky, apelidada de “pena de morte financeira” por congelar ativos e proibir transações.Messias, que em julho classificou as revogações iniciais como “assédio de índole política” em artigo no The New York Times, rebateu as acusações de censura, defendendo que as decisões do STF preservam a democracia contra “golpes” como os de 8 de janeiro de 2023.
Sua postura o colocaria na mira de aliados de Jair Bolsonaro nos EUA, como o deputado Eduardo Bolsonaro, que admitiu lobby junto a Rubio. Em agosto, o visto do ministro da Justiça Ricardo Lewandowski também foi revogado, ampliando o escopo para além do STF.No mesmo dia da ação contra Messias, o Departamento do Tesouro aplicou a Magnitsky contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Instituto Lex e escritório de advocacia da família – estruturas acusadas de “cumplicidade em abusos”. Analistas veem nisso uma estratégia de Trump para isolar o que chama de “rede de censura” no Brasil, em meio ao julgamento de Bolsonaro no STF, com depoimentos previstos para outubro.Reações: Repúdio em Brasília e Celebração BolsonaristaO governo brasileiro reagiu com veemência. Lula, em pronunciamento no Palácio do Planalto, qualificou a revogação como “interferência inaceitável e revanchista”, solidário a Messias e alertando para “riscos à cooperação bilateral”.
A AGU emitiu nota repudiando a medida como “arbitrária e desproporcional”, afirmando que “nenhum ato conspiratório intimidará o Judiciário independente”. Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, postou no X: “Trump protege golpistas enquanto ataca nossa soberania – hora de retaliação total”, sugerindo revogações recíprocas de vistos para aliados de Bolsonaro nos EUA.
No STF, Moraes e aliados como Gilmar Mendes manifestaram apoio, chamando a ação de “covarde”. Gonet, já afetado, criticou a ofensa à “autonomia do Ministério Público”. Nas redes, a notícia explodiu: buscas por “Jorge Messias visto revogado” acumulam milhares de menções no X em horas, com bolsonaristas celebrando – posts como “Obrigado, Trump! Justiça chegando” de

@Pri_usabr1

somam 40 curtidas e 20 reposts. Críticos, como

@YviCarneiro

, ironizam: “Cadeia pros traidores da pátria: Eduardo e cia”, enquanto

@zappaannaz

esclarece que Messias teve apenas o visto revogado, não Magnitsky. Memes viralizam, com um de

@CissaBailey

questionando: “Quem será o próximo??? “.Implicações: Comércio em Risco e o Limite da DiplomaciaA restrição a Messias, que viaja a fóruns como a OEA em defesa de interesses brasileiros, pode elevar tensões comerciais – o superávit dos EUA com o Brasil foi de US$ 7,4 bilhões em 2024, e tarifas já encarecem importações. Especialistas como Ivar Hartmann, da Insper, preveem “escalada sem precedentes”, com possível retaliação via BRICS ou sanções recíprocas. No X, debates giram em torno de “guerra híbrida”: usuários como

@joaquimrib1801

veem “justiça de Deus”, enquanto

@JeffreyChiquini

alerta para o impacto no julgamento de Bolsonaro.

Globalmente, a ofensiva de Trump à Magnitsky – inspirada no caso do advogado russo Sergei Magnitsky, morto em 2009 por denunciar corrupção – levanta críticas nos EUA, com o Washington Post questionando se politiza a lei contra violações reais. Para o Brasil, o episódio testa a resiliência institucional: Messias, em nota, reafirma “defesa inabalável da Constituição”. Enquanto Rubio tuita vagamente sobre “liberdade sem exceções”, analistas perguntam: diálogo ou rompimento?
O comércio bilateral, de US$ 100 bilhões anuais, pende de decisões em Brasília e Washington – e de quem será o próximo alvo.
Grok/X

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