A Ucrânia realizou um ataque ousado contra a base aérea russa de Belaya, localizada na região de Irkutsk, a mais de 4 mil quilômetros da fronteira ucraniana, em uma operação que demonstra o alcance e a sofisticação das forças de Kiev.
O ataque, executado com drones lançados a partir de um caminhão, foi confirmado por fontes da inteligência ucraniana e marca uma das ações mais distantes realizadas pelo país em território russo desde o início do conflito em 2022.
De acordo com relatos, a base de Belaya, que abriga aviões estratégicos da Força Aérea Russa, foi alvo de uma operação cuidadosamente planejada. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que drones ucranianos são lançados, sugerindo uma coordenação precisa por parte da inteligência de Kiev. Embora não haja informações confirmadas sobre danos específicos ou perdas de aeronaves, a ação reforça a estratégia ucraniana de atingir alvos de alto valor para enfraquecer a capacidade aérea russa, que tem sido um obstáculo significativo para as forças ucranianas.
Contexto e Impacto A base aérea de Belaya é uma das instalações estratégicas da Rússia, utilizada para operações de bombardeiros de longo alcance, como os Tupolev Tu-95 e Tu-160, que frequentemente lançam mísseis de cruzeiro contra alvos na Ucrânia. Ataques a infraestruturas como essa têm como objetivo não apenas causar danos materiais, mas também abalar a moral russa e dificultar a logística militar de Moscou.
O Ministério da Defesa russo ainda não emitiu um comunicado oficial detalhando os danos, mas autoridades locais confirmaram explosões na região, e sistemas de defesa antiaérea foram ativados durante o ataque. Fontes ucranianas afirmam que a operação foi conduzida com drones de fabricação própria, destacando a crescente capacidade tecnológica do país em desenvolver armamentos de longo alcance.
Histórico de Ataques Este não é o primeiro ataque ucraniano contra bases aéreas russas. Em março de 2025, a base de Engels-2, em Saratov, também foi alvo de um ataque massivo com drones, que resultou na destruição de mísseis Kh-101 e causou um incêndio de grandes proporções, levando o Kremlin a declarar estado de emergência na região. Em 2022, as bases de Engels-2 e Dyagilevo sofreram ataques semelhantes, com drones ucranianos danificando bombardeiros estratégicos e causando baixas entre militares russos.
Essas ações refletem a estratégia de Kiev de levar a guerra ao território russo, visando alvos militares estratégicos para contrabalançar a superioridade aérea de Moscou. A Ucrânia também tem intensificado o uso de drones de longo alcance e, mais recentemente, mísseis ocidentais como os ATACMS (EUA) e Storm Shadow (Reino Unido), após receber autorização para atacar alvos em solo russo.
Reações e Consequências O ataque à base de Belaya ocorre em um momento de tensões crescentes, com negociações de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia enfrentando dificuldades. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem reiterado que a Rússia deve “sentir as consequências” de sua invasão, enquanto o Kremlin classificou ações como essa de “provocações em larga escala”.
Analistas militares apontam que, embora os danos materiais possam ser limitados, o impacto psicológico e estratégico desses ataques é significativo. Eles demonstram a vulnerabilidade de instalações russas mesmo em regiões distantes da frente de batalha, forçando Moscou a desviar recursos para proteger seu território. Além disso, a capacidade da Ucrânia de realizar operações a milhares de quilômetros de sua fronteira sugere avanços em sua tecnologia de drones e inteligência militar.
Perspectivas Futuras Enquanto as hostilidades continuam, ambos os lados intensificam seus ataques. A Rússia respondeu a ações ucranianas com bombardeios massivos, como o registrado em maio de 2025, que atingiu 22 localidades na Ucrânia e causou a morte de 14 pessoas. Já a Ucrânia, enfrentando desafios no front leste, busca manter a pressão sobre a Rússia com ataques de longo alcance, visando minar a capacidade logística e aérea do inimigo.
O ataque à base de Belaya reforça a mensagem de Kiev de que está disposta a levar a guerra ao coração do território russo, enquanto as negociações de paz permanecem incertas. A comunidade internacional acompanha com atenção, especialmente diante das declarações do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que expressou o desejo de mediar um cessar-fogo, mas também criticou o uso de armas ocidentais em solo russo.
A guerra, que já dura mais de três anos, continua a evoluir, com a Ucrânia demonstrando resiliência e inovação em sua luta contra a Rússia. Resta saber como o Kremlin responderá a esse último ataque e se isso influenciará as dinâmicas de um possível acordo de paz.
Fontes: Informações baseadas em relatos de mídias internacionais e postagens verificadas em redes sociais, incluindo CNN Brasil, BBC News, e publicações no X















