Venezuela dá calote no Brasil de R$ 9,8 bilhões e contribuinte brasileiro é quem paga a conta

A Venezuela tem ignorado as cobranças do Brasil referentes a uma dívida de US$ 1,74 bilhão (aproximadamente R$ 9,8 bilhões) com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acumulada desde o default do país em 2017.
Segundo informações divulgadas em 18 de maio de 2025, o governo venezuelano não apresenta sinais concretos de pagamento, deixando o contribuinte brasileiro como o principal prejudicado. A dívida, que inclui financiamentos para projetos como metrôs e siderúrgicas, continua a crescer, enquanto negociações entre os dois países permanecem estagnadas.
O calote venezuelano tem raízes em empréstimos concedidos durante os governos do PT, que destinou bilhões para obras em países aliados, como a Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Projetos como a construção do Metrô de Caracas e a modernização da Siderúrgica do Orinoco, financiados pelo BNDES, não geraram os retornos esperados, e o Brasil enfrenta dificuldades para recuperar os valores. Desde 2017, a Venezuela deve ao Brasil cerca de US$ 1,2 bilhão apenas em principal, com o restante referente a juros e encargos, segundo o jornal O Globo.
A situação tem gerado críticas contundentes. Postagens no X, como as do vereador Nikolas Ferreira e da conta

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, destacam que o ônus recai sobre o contribuinte brasileiro, que arca com os custos de um fundo de garantia usado para cobrir parte da inadimplência. O fundo, abastecido com recursos públicos, já desembolsou milhões para mitigar perdas do BNDES, enquanto o governo Lula enfrenta dificuldades para justificar a falta de avanços na cobrança. Em 2024, o Brasil tentou negociar com a Venezuela, mas, segundo a Gazeta do Povo, as tratativas não avançaram, em parte devido à crise política e econômica no país vizinho.

A inadimplência venezuelana também impacta o Brasil indiretamente. A crise migratória em Roraima, agravada pelo colapso econômico da Venezuela, é apontada como consequência do apoio brasileiro ao regime chavista, que recebeu vultosos financiamentos sem garantias sólidas. O estado de Roraima enfrenta sobrecarga em serviços públicos devido à chegada de milhares de refugiados, um custo adicional para o contribuinte brasileiro.
O governo Lula, que historicamente manteve laços com o regime de Maduro, agora enfrenta críticas por sua postura leniente. A relação entre os dois países azedou após as eleições venezuelanas de julho de 2024, quando o Brasil evitou reconhecer oficialmente o resultado que reconduziu Maduro ao poder. Especialistas sugerem que, sem pressão internacional ou sanções mais duras, a recuperação da dívida é improvável, já que a Venezuela deve um total de US$ 102 bilhões em títulos internacionais, segundo o Rio Times.
Enquanto o governo brasileiro avalia estratégias para recuperar os recursos, a falta de transparência e os custos acumulados seguem alimentando o descontentamento público. O caso reforça a necessidade de revisar políticas de financiamento internacional e garantir maior accountability para proteger o contribuinte brasileiro de prejuízos futuros.
Fontes: O Globo, Gazeta do Povo, Rio Times, Veja, postagens no X.

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