A universalização do serviço postal, que obriga entregas em todo o território nacional, representa um custo fixo de R$ 5,4 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, segundo nota da estatal.
Além disso, a concorrência feroz de players privados, como empresas de logística modernas, expôs a falta de investimentos em tecnologia e automação. Provisões judiciais e despesas com o Postal Saúde, plano de saúde dos funcionários, agravam o quadro. O relatório bimestral de receitas e despesas do Ministério do Planejamento e Orçamento, divulgado na sexta-feira (21), dobrou a estimativa de déficit primário dos Correios para R$ 5,8 bilhões em 2025, contribuindo para elevar o rombo total das estatais federais de R$ 5,5 bilhões para R$ 9,2 bilhões – acima da meta de R$ 6 bilhões prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Sem intervenções, o cenário piora: projeções internas apontam para um prejuízo de R$ 23 bilhões em 2026.
- Estabilização imediata: Revisão de contratos, reforço de controles e recuperação da regularidade nas entregas.
- Modernização (2026-2027): Automação logística, fechamento de até 1.000 agências deficitárias, venda de imóveis para arrecadar R$ 1,5 bilhão e redução do contingente de 83 mil funcionários em pelo menos 10 mil via Programa de Demissão Voluntária (PDV).
- Crescimento sustentável: Parcerias estratégicas, fusões, aquisições e adoção de tecnologias de ponta, com meta de retorno ao lucro em 2027.
O aporte do Tesouro Nacional para cobrir o déficit das estatais subirá para R$ 13,4 bilhões em 2025, pressionando o resultado primário do governo para R$ 34,3 bilhões negativos – dentro do limite de tolerância de R$ 31 bilhões, mas exigindo o contingenciamento de R$ 3,3 bilhões em gastos ministeriais.















