A pesquisa ouviu 2.500 pessoas entre os dias 21 e 23 de março de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado mostra um agravamento significativo: em março de 2024, a desaprovação era de 50% e a aprovação, de 39%. A diferença entre os que reprovam e os que aprovam o presidente saltou de 11 para 30 pontos percentuais.
Governo federal também é reprovadoA avaliação do governo federal como um todo segue pior que a do presidente em alguns aspectos, mas também registra números negativos: 57% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 37% aprovam. A avaliação pessoal de Lula aparece, portanto, ligeiramente pior que a do governo.
O levantamento ocorre a pouco mais de seis meses do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, momento em que o petista, aos 80 anos, acumula desgaste político e econômico visível na percepção da população.Contexto e possíveis motivosEspecialistas e analistas consultados por diversos veículos apontam que o aumento da rejeição reflete o impacto da economia no dia a dia dos brasileiros — com inflação persistente em alguns setores, desemprego e sensação de que “promessa não enche carrinho”, como destacado em comentários nas redes. Escândalos recentes, como o caso envolvendo o Banco Master e questionamentos sobre desvios no INSS, também contribuem para o ambiente de insatisfação.
Outras pesquisas recentes mostram tendência semelhante, ainda que com números diferentes devido a metodologias distintas:
- AtlasIntel/Bloomberg (março/2026): avaliação negativa do governo em 49,8%, desaprovação pessoal em torno de 53,5%.
- Quaest e Datafolha também registraram, nas últimas semanas, desaprovação superior ou próxima à aprovação.
Repercussão políticaO resultado é visto por opositores como um sinal claro de desgaste do terceiro mandato de Lula. Nas redes sociais, o número 61% viralizou rapidamente, com críticas ao governo e questionamentos sobre a viabilidade de uma nova candidatura petista em 2026.
Aliados do Planalto tendem a relativizar o dado, argumentando que pesquisas de intenção de voto ainda mostram Lula competitivo em cenários de primeiro turno, e que fatores conjunturais (como a base eleitoral fiel no Nordeste) podem mitigar o impacto.O PoderData reforça que a série histórica considera apenas o período a partir de março de 2024, com a nova metodologia de perguntas binárias (aprova/desaprova). Mesmo assim, o salto de 11 pontos em dois anos é considerado expressivo.A pesquisa não é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois mede avaliação de desempenho e não intenção de voto.Fonte principal: PoderData / Poder360 e CNN Brasil. Dados completos disponíveis no site do Poder360.
Esta matéria foi elaborada com base nos dados divulgados em 25 de março de 2026. Novas rodadas de pesquisa podem alterar o cenário nas próximas semanas.















