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Setor de serviços atingiu 55,2% com empresas mais negativadas e comércio teve 32,7%, em novembro
São Paulo, 29 de janeiro de 2026 — O Brasil atingiu um novo patamar recorde de inadimplência empresarial, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Serasa Experian no Boletim Econômico de Janeiro/2026.
Em novembro de 2025, 8,9 milhões de CNPJs estavam com pelo menos uma dívida vencida e não paga, somando um volume total de R$ 210,8 bilhões em pendências negativadas.
Esse é o maior número desde o início da série histórica, em 2016, e reflete uma tendência de alta contínua observada ao longo de 2025.De acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, a dívida média por empresa alcançou R$ 23.790,80 em novembro, com uma média de cerca de sete contas negativas por CNPJ.
O ticket médio das dívidas individuais foi de aproximadamente R$ 3.374,40. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas micro, pequenas e médias empresas (MPEs), que totalizaram 8,4 milhões de inadimplentes — também um recorde —, concentrando a maior parte do problema.Setores mais afetados
O setor de Serviços liderou o ranking de negativados, respondendo por 55,2% do total de empresas com pendências. Em seguida veio o Comércio, com 32,7%, e a Indústria, com 8,1%. Na variação anual, o avanço foi mais acentuado em Serviços (+35,7%), seguido por Indústria (+28,9%) e Comércio (+17,2%).
Apesar do aumento da inadimplência, a demanda por crédito empresarial mostrou recuperação em dezembro de 2025, com crescimento de +20,7% em relação ao mês anterior — destaque para as MPEs, que registraram +21,2% na busca por recursos.
Esse movimento sugere que muitos empreendedores estão tentando obter liquidez para renegociar dívidas ou manter operações em meio a um ambiente de juros elevados e crédito mais restrito.
Contexto e evolução recenteA inadimplência empresarial vem batendo recordes sucessivos ao longo de 2025:
- Julho/2025: cerca de 8 milhões de CNPJs (R$ 193,4 bilhões).
- Outubro/2025: 8,7 milhões (R$ 204,8 bilhões).
- Novembro/2025: 8,9 milhões (R$ 210,8 bilhões).
Especialistas da Serasa apontam fatores como a manutenção da Selic em patamares elevados, desaceleração econômica, margens apertadas e dificuldades de acesso ao crédito como principais impulsionadores do fenômeno.
O aumento afeta especialmente as pequenas empresas, que representam a base da economia brasileira e enfrentam maior vulnerabilidade a choques financeiros.A Serasa Experian reforça a importância de ferramentas de renegociação, como o Serasa Limpa Nome, que oferece descontos e parcelamentos facilitados para empresas e consumidores.
No entanto, o cenário sinaliza desafios persistentes para o setor produtivo em 2026, com risco de maior pressão sobre empregos e cadeia de suprimentos.
Fonte: Boletim Econômico de Janeiro/2026 da Serasa Experian e Indicador de Inadimplência das Empresas. Para mais detalhes, acesse o site oficial da Serasa Experian.
Se precisar de orientações sobre como consultar ou renegociar dívidas empresariais, a Serasa disponibiliza plataformas online gratuitas para verificação de pendências via CNPJ.















