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Doença
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Faixa Etária
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Período
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Casos/Internações
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Mortes
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Aumento Relatado
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Fonte
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Infarto (IAM)
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< 40 anos
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2000-2024
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De <2 para ~5 por 100 mil habitantes
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>7.800 (2022-2024)
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+180% em internações
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Ministério da Saúde
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Infarto (IAM)
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< 40 anos
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2022-2024
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>234.000 atendimentos
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>7.800
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–
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Ministério da Saúde
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AVC
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< 45 anos
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2005-2015
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–
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–
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+66% (isquêmico)
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SBAVC / Estudo Cabral
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AVC
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18-45 anos
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Geral (2024)
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~18% dos casos totais
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~39.345 (jan-ago 2024)
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+14,8% global (<70 anos, 1990-2021)
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Rede Brasil AVC / The Lancet Neurology
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AVC
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< 50 anos
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2008-2024
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De 33.300 para 44.100
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–
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+32% em internações
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Ministério da Saúde
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- Contexto geral: O Brasil registra cerca de 300-400 mil infartos e 232-344 mil novos AVCs por ano, com o AVC superando o infarto como principal causa de morte desde 2019 (84.931 óbitos por AVC em 2023).
Em 2024, até agosto, foram 50.133 mortes por AVC.
- Tendência em jovens: Historicamente associadas a idosos, essas doenças agora afetam mais precocemente devido a um “envelhecimento acelerado” do sistema cardiovascular. No Brasil, a idade média de AVC é 62 anos (vs. 72 em países ricos).
Discussões recentes no X (antigo Twitter) reforçam o debate: posts de setembro de 2025 destacam os 234 mil casos de infarto em jovens, ligando-os a energéticos, anabolizantes e sedentarismo.
Por Que Isso Está Acontecendo?O aumento não é aleatório: é multifatorial, impulsionado por estilos de vida modernos e desigualdades sociais. Principais causas:
- Sedentarismo e obesidade: 1 em 4 adultos brasileiros é obeso; entre 18-24 anos, obesidade subiu 90% de 2022 para 2023.
Isso forma placas de gordura (ateromas) nos vasos, levando a obstruções.
- Alimentação inadequada: Consumo excessivo de ultraprocessados, sal e açúcares eleva hipertensão, diabetes e colesterol alto – fatores que “envelhecem” o coração prematuramente.
- Estresse e sono ruim: Rotina de home office e telas aumenta cortisol e pressão arterial; noites mal dormidas são gatilhos.
- Tabagismo e substâncias: Cigarros eletrônicos, anabolizantes, energéticos, álcool e drogas (como cocaína) danificam vasos e aceleram arritmias.
- Fatores genéticos e outros: Doenças cardíacas congênitas, fibrilação atrial, Chagas e hipertensão na gravidez (em mulheres).
A pandemia agravou o descuido com check-ups.
Em jovens, os infartos/AVCs são mais graves porque o corpo não desenvolve “circulação colateral” (vasos alternativos) como nos idosos.
Sintomas: Não Ignore!Os sinais são semelhantes em todas as idades, mas jovens tendem a subestimá-los (atribuindo a “estresse”). Use o acrônimo FAST para AVC:
- Face (rosto torto?);
- Arms (braços fracos?);
- Speech (fala confusa?);
- Time (chame emergência!).
Para infarto: Dor/pressão no peito (irradiando para braços, pescoço ou costas), falta de ar, suor frio, náuseas, tontura ou fadiga extrema.
Ligue 192 (SAMU) imediatamente – o tempo é cérebro/coração!Como Prevenir: Ações PráticasA boa notícia? Até 80% dos casos são evitáveis com mudanças simples:
- Atividade física: 150 minutos/semana de exercícios moderados (caminhada, natação).
- Alimentação: Priorize frutas, vegetais, grãos integrais; reduza ultraprocessados e sal (<5g/dia).
- Controle de riscos: Monitore pressão (ideal <120/80 mmHg), glicemia e colesterol anualmente. Pare de fumar e limite álcool.
- Check-ups: A partir dos 20 anos, se houver histórico familiar; ECG anual para vulneráveis.
- Gestão de estresse: Meditação, sono de 7-9h/noite e limites em telas.
O SUS expandiu a Rede de Atenção às Urgências para reduzir óbitos em 1% ao ano até 2025.
Campanhas como a da Rede Brasil AVC enfatizam: “Prevenir é melhor que remediar”.Esse é um problema de saúde pública urgente, mas reversível. Se você ou alguém próximo tem riscos, consulte um médico. Fontes como SBAVC e Ministério da Saúde oferecem mais orientações.















