IBGE Divulga Mapa da Amazônia Legal com Erros Graves

Brasília, 22 de julho de 2025 – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou um mapa da Amazônia Legal em 2024 que contém erros significativos, gerando críticas entre especialistas e repercussão nas redes sociais. O documento, ainda disponível no site oficial do instituto até 21 de julho de 2025, apresenta as siglas dos estados de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS) invertidas e omite a identificação do estado do Acre, que aparece apenas com o nome de sua capital, Rio Branco.A Amazônia Legal, que abrange cerca de 59% do território brasileiro e inclui nove estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão), é uma região crucial para políticas públicas, pesquisas ambientais e debates sobre desenvolvimento sustentável. O mapa, destinado a apoiar estudos e planejamento regional, é amplamente utilizado em materiais educativos e governamentais, o que torna os erros ainda mais graves.
Detalhes dos Erros

  • Inversão de Siglas: As siglas de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS) foram trocadas, causando confusão na representação geográfica desses estados.
  • Omissão do Acre: O estado do Acre não foi identificado por sua sigla, sendo representado apenas pelo nome de sua capital, Rio Branco, o que compromete a clareza da delimitação da Amazônia Legal.
  • Outros Problemas: Além dos erros no mapa da Amazônia Legal, o IBGE também foi criticado por falhas em outros materiais, como o Atlas Geográfico Escolar de 2024, que continha erros na representação dos continentes.

 

Repercussão e CríticasA falha gerou preocupação entre especialistas, que destacam a importância do mapa para políticas públicas e a preservação da Amazônia, uma região central em debates ambientais globais. Nas redes sociais, a reação foi de indignação, com comentários irônicos como “o IBGE apagou o Acre” e críticas à competência do instituto, especialmente sob a gestão de Marcio Pochmann. Usuários questionaram a confiabilidade de uma instituição responsável por dados oficiais do país, apontando que tais erros comprometem a credibilidade do Brasil em fóruns internacionais.O jornal O Globo destacou que os erros ocorrem em um momento delicado, com a Amazônia no centro de discussões sobre mudanças climáticas e desenvolvimento econômico. O Poder360 relatou que o IBGE foi procurado para comentar as falhas, mas não respondeu até a última atualização das reportagens.

Contexto da Amazônia LegalInstituída em 1953 pela Lei nº 1.806, a Amazônia Legal abrange 773 municípios e cerca de 5,01 milhões de km², correspondendo a 58,9% do território brasileiro. A região é fundamental para a conservação da maior floresta tropical do mundo e para o planejamento de políticas de desenvolvimento sustentável. O IBGE atualiza periodicamente os limites da Amazônia Legal com base na Malha Municipal, mas os erros de 2024 indicam falhas no processo de revisão e validação cartográfica.

Resposta do IBGEAté o momento, o IBGE não emitiu um comunicado oficial sobre as correções dos erros ou eventuais medidas para evitar falhas futuras. A ausência de resposta oficial intensificou as críticas, com especialistas cobrando maior rigor na produção de materiais cartográficos que servem como referência para o país.ImpactoOs erros no mapa da Amazônia Legal podem ter consequências significativas, incluindo:

  • Desinformação: A confusão nas siglas e a omissão do Acre podem levar a erros em estudos acadêmicos e decisões políticas.

 

  • Descredibilização: A falha reforça críticas à gestão do IBGE, que já enfrentou questionamentos por outros erros, como no Atlas Geográfico Escolar.
  • Relações Internacionais: Em um contexto de debates globais sobre a Amazônia, mapas imprecisos podem prejudicar a imagem do Brasil em negociações ambientais.

 

A expectativa é que o IBGE corrija o mapa e implemente processos mais rigorosos de revisão para evitar novos equívocos. Enquanto isso, o caso continua a gerar debates sobre a qualidade dos dados oficiais produzidos pelo instituto.

Grok/X

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