Inmet emite alerta laranja de baixa umidade e risco de incêndios para 10 estados

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta segunda-feira (1º de setembro), um alerta laranja de perigo para baixa umidade relativa do ar em dez estados brasileiros, alertando para o risco elevado de incêndios florestais e impactos à saúde da população. O aviso, válido entre 12h30 e 19h, afeta as regiões de Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo e Tocantins.
De acordo com o Inmet, os níveis de umidade podem variar entre 20% e 12% durante o período de maior calor, o que representa um cenário de perigo moderado a alto, especialmente em áreas rurais e urbanas suscetíveis a queimadas.Essa condição climática é resultado de uma massa de ar seco que domina grande parte do território nacional, agravada pelo fim do período de chuvas em várias regiões. O alerta laranja indica a necessidade de precaução imediata, pois valores abaixo de 20% de umidade são considerados prejudiciais pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda um mínimo de 60% para o bem-estar humano.
Em anos recentes, episódios semelhantes já resultaram em surtos de incêndios, como os registrados no Pantanal e na Amazônia, e o Inmet estima que o risco persista ao longo da semana, com possibilidade de prorrogação dependendo da evolução do tempo.Riscos à saúde e ao meio ambienteOs efeitos da baixa umidade vão além do desconforto: o instituto destaca o potencial para incêndios florestais, que podem se espalhar rapidamente em vegetações secas, ameaçando a biodiversidade e a qualidade do ar. Nas áreas urbanas, a fumaça de queimadas pode piorar a poluição, como já observado em capitais como São Paulo e Brasília em alertas anteriores.
Para a população, os sintomas incluem ressecamento da pele, irritação nos olhos, nariz e garganta, dores de cabeça, fadiga e aumento do risco de doenças respiratórias, especialmente para crianças, idosos e pessoas com condições pulmonares preexistentes.Especialistas em meteorologia consultados pelo Inmet apontam que a combinação de altas temperaturas – que podem ultrapassar 35°C em algumas regiões – e ventos moderados favorece a propagação de focos de fogo. No Centro-Oeste e no Sudeste, por exemplo, estados como Mato Grosso e São Paulo já enfrentam restrições em atividades agrícolas e alertas de emergência da Defesa Civil para prevenção de queimadas controladas.
Recomendações do Inmet e autoridadesPara minimizar os impactos, o Inmet orienta a população a adotar medidas preventivas imediatas:
  • Hidratação: Beber pelo menos 2 a 3 litros de água por dia, mesmo sem sede, e evitar bebidas alcoólicas ou cafeinadas, que são diuréticas.
  • Proteção pessoal: Usar hidratantes na pele, soro fisiológico para umedecer olhos e narinas, e evitar exposição ao sol entre 10h e 16h.
  • Ambientes internos: Umidificar cômodos com aparelhos ou improvisos, como bacias de água e panos úmidos, e manter janelas fechadas em dias de fumaça.
  • Atividades ao ar livre: Suspender exercícios físicos intensos e monitorar crianças e idosos de perto.
  • Prevenção de incêndios: Evitar acender fogueiras, cigarros ou qualquer fonte de ignição em áreas secas, e reportar focos de fogo imediatamente aos serviços de emergência (193 para bombeiros).

A Defesa Civil nacional reforça que os estados afetados devem ativar planos de contingência, incluindo o monitoramento de rios e reservatórios, que já apresentam níveis baixos em razão da estiagem prolongada. Em São Paulo, por exemplo, o governo estadual decretou emergência em municípios do interior para combater queimadas, enquanto no Pará e no Tocantins, brigadas de incêndio foram mobilizadas preventivamente.Perspectivas para os próximos diasA previsão do Inmet indica que o tempo seco deve persistir até pelo menos o final da semana, com pouca chance de chuvas nas regiões Centro-Oeste, Norte e partes do Nordeste e Sudeste afetados.

Uma frente fria no Sul pode trazer alívio isolado, mas não deve alterar o quadro geral. Moradores dos dez estados devem ficar atentos aos atualizações no portal do Inmet (portal.inmet.gov.br) e no aplicativo Alertas Inmet, que envia notificações em tempo real.
Autoridades ambientais alertam que o fenômeno pode ser agravado pelas mudanças climáticas, que intensificam períodos de seca no Brasil. “É essencial a conscientização coletiva para preservar o meio ambiente e proteger a saúde pública”, enfatiza o comunicado oficial do instituto. Em caso de agravamento, o alerta pode ser elevado para vermelho em áreas críticas, como já ocorreu em episódios recentes no Distrito Federal e em Goiás.Esta matéria será atualizada conforme novas informações do Inmet.
Fique atento e priorize sua segurança.

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