Em um ano marcado por avanços científicos e especulações extraterrestres, o céu noturno ganhou um novo enigma: o cometa interestelar 3I/ATLAS, popularmente conhecido como “31Atlas” nas redes sociais e fóruns de discussão.
Descoberto em julho de 2025 pelo sistema de alerta ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), esse objeto cósmico tem intrigado astrônomos, cientistas e até o público leigo. Com uma trajetória hiperbólica que o leva para fora do Sistema Solar após sua passagem pelo Sol, o 3I/ATLAS não representa ameaça de colisão com a Terra – sua distância mínima será de cerca de 1,8 unidade astronômica (UA), quase o dobro da distância entre a Terra e o Sol.
Mas por que ele está gerando tanto burburinho? Vamos aos fatos conhecidos até o momento.
Descoberta e Trajetória: Um Viajante de Outro Sistema EstelarO 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar confirmado a visitar nosso Sistema Solar, seguindo os passos de ‘Oumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019). Inicialmente designado como A11pl3Z, ele foi reclassificado como cometa C/2025 N1 (ATLAS) após observações revelarem uma cauda de poeira e gás.
Sua órbita é unbound – ou seja, não está presa à gravidade do Sol, confirmando sua origem fora de nosso sistema estelar.
Estimativas indicam que ele tem o tamanho aproximado de Manhattan, com cerca de 10-20 km de diâmetro, e viaja a velocidades de até 30 km/s.
Desde sua detecção, telescópios como o Hubble capturaram imagens impressionantes, incluindo um “arco-íris cósmico” em timelapse, onde o objeto exibe variações de cor que sugerem composição química atípica.
Em outubro, ele passou próximo a Marte (a cerca de 0,3 UA), permitindo observações raras das sondas da ESA: ExoMars Trace Gas Orbiter e Mars Express.
Essas missões registraram dados sobre sua composição, mas os detalhes completos ainda estão sob análise.
Comportamento Anômalo: Aceleração e Emissões Incomuns O que torna o 3I/ATLAS verdadeiramente intrigante é seu comportamento “não gravitacional”.
Astrônomos detectaram acelerações inesperadas em sua trajetória, semelhantes às observadas em ‘Oumuamua, que não podem ser explicadas apenas pela gravidade solar.
Relatórios recentes apontam para uma cauda que muda de direção de forma irregular, além de emissões de ligas metálicas como níquel e ferro – substâncias raras em cometas comuns.
Um vazamento de dados, mencionado em fóruns como Reddit, sugere até um “som de motor” em gravações de rádio, embora isso seja contestado por especialistas como ruído instrumental.
O astrofísico de Harvard, Avi Loeb – conhecido por teorias sobre tecnologias alienígenas –, publicou um paper especulando que o objeto poderia ser alimentado por energia nuclear ou até uma “sonda controlada”.
Loeb compara o 3I/ATLAS a um “Cavalo de Troia cósmico”: algo que parece natural à primeira vista, mas pode esconder surpresas. “É como um encontro às cegas – você espera amizade, mas precisa se preocupar com serial killers”, brincou ele em entrevista.
No entanto, a NASA e a ESA enfatizam que não há evidências concretas de origem artificial; as anomalias podem ser devidas a liberação de gases exóticos ou poeira interestelar.
Reações Globais: De Elon Musk a Teorias da ConspiraçãoO buzz em torno do 3I/ATLAS transcende a ciência. Em um episódio recente do podcast de Joe Rogan, Elon Musk reagiu com humor enigmático: “Se for uma nave, espero que tragam memes bons”.
Enquanto isso, posts no X (antigo Twitter) explodem com teorias: de “mothership holográfica” a ligações com o “shutdown” do governo dos EUA, que coincidiu com pausas em feeds de dados da NASA.
Um usuário alertou: “E se o shutdown for uma cortina de fumaça para preparar uma resposta a algo se aproximando?” Outros, como o ufólogo Daniel Liszt, vão além, sugerindo que agências como CIA e Mossad estariam “empurrando a narrativa de uma nave alienígena gigante”.
No Brasil, astrônomos amadores e comunidades online como r/Astronomia debatem o tema com fervor.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) monitora o objeto via parcerias internacionais, mas não emitiu alertas.
A ESA, em seu FAQ atualizado, responde dúvidas comuns: “Não há risco de impacto, e estamos aprendendo mais a cada dia”.
O Que Vem Por Aí?Com o 3I/ATLAS se afastando do periélio (ponto mais próximo do Sol, previsto para dezembro de 2025), as observações continuam.
A NASA planeja atualizações em breve, apesar de críticas por “dados selados”. Para Loeb e outros, esse visitante é uma oportunidade única para estudar materiais interestelares – ou, quem sabe, um sinal de que não estamos sozinhos.
Enquanto o objeto segue sua jornada para as estrelas, uma coisa é certa: o 3I/ATLAS nos lembra o vasto e imprevisível universo. Fique de olho no céu – e nas atualizações científicas.
Quem sabe o que mais ele revelará antes de partir para sempre?
Fontes: NASA Science, ESA, Wikipedia, NewsNation, Economic Times, posts no X de
@AstronomyVibes e @RealAlexJones
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