- Aumento Nacional: +15% no primeiro semestre, totalizando cerca de 320.000 a 350.000 PSR, segundo dados do MDS divulgados em julho. Isso representa um acréscimo de 45.000 pessoas em apenas seis meses.
- Por Região: O Sudeste concentra 45% do total (cerca de 150.000), com São Paulo liderando (mais de 50.000 em 2024, subindo para 60.000 em 2025). No Sul, o Paraná registra +20% devido a demissões na indústria de madeira afetada pelas tarifas dos EUA. O Nordeste vê um crescimento de 12%, ligado à seca e desemprego rural.
- Perfil Demográfico: 60% são homens, 40% mulheres; 25% são jovens (18-24 anos); e 30% são idosos ou com deficiências. A presença de famílias com crianças subiu 18%, de 15% em 2023 para 33% em 2025, segundo a Rede Rua.
Esses dados são baseados em contagens pontuais (como o Censo 2022) e relatórios anuais do MDS, mas especialistas como o sociólogo Ricardo Henriques (Ipea) criticam a subnotificação, estimando que o número real possa ser 20-30% maior devido a populações invisíveis em áreas periféricas.
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Ano
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Estimativa Nacional (milhares)
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Aumento Anual (%)
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Principais Fatores
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2019
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205
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–
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Pré-pandemia; desigualdade urbana
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2022
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282
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+37%
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Impactos da COVID-19; perda de empregos
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2023
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295
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+5%
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Inflação alta; recessão inicial
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2024
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310
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+5%
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Desemprego pós-eleições; alta de aluguéis
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2025 (1º sem.)
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320-350
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+15%
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Tarifas EUA; demissões em agro e indústria
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Causas do Aumento ContínuoO crescimento acelerado em 2025 é multifacetado, mas o “tarifaço” americano – que afeta US$ 18 bilhões em exportações brasileiras – é um catalisador direto. Como reportado em matérias recentes, empresas como JBS, Marfrig e siderúrgicas (CSN, Gerdau) já demitiram milhares, com estimativas de 110 mil a 320 mil vagas perdidas até o fim do ano. Isso impacta especialmente migrantes internos do Nordeste para o Sudeste, que acabam nas ruas após perderem empregos informais.
- Crise Econômica: Juros altos (Selic em 15%) e dólar elevado encarecem a vida urbana. A pobreza extrema atingiu 13% da população em 2024 (IBGE), com 28 milhões de brasileiros abaixo da linha de US$ 2,15/dia.
- Falta de Moradia Acessível: Déficit habitacional de 6 milhões de unidades (Fundação João Pinheiro), agravado pela especulação imobiliária em capitais.
- Saúde Mental e Dependência Química: 40% das PSR têm problemas de saúde mental, segundo o MDS, com o SUS sobrecarregado.
- Eventos Sazonais: Frio intenso no Sul e chuvas no Sudeste empurram mais pessoas para abrigos, mas a capacidade é limitada (apenas 50.000 vagas em todo o país).
No contexto global, o Brasil segue a tendência de países emergentes, com o Banco Mundial alertando para um “aumento reverso” na população de rua pós-pandemia, similar ao visto na Índia e na África do Sul.
- Abrigos e Centros de Referência: +10% de vagas em 2025, com foco em São Paulo (Prefeitura planeja 5.000 novas unidades).
- Plano de Contingência: Parcerias com ONGs como a Cáritas e a Missão Belém para distribuição de kits de higiene e refeições. O MDS lançou o “Rua Viva” em julho, com equipes multidisciplinares para abordagem social.
- Integração com Políticas Econômicas: O Plano Brasil Soberano (lançado em agosto) inclui créditos para exportadores afetados pelas tarifas, visando preservar empregos e mitigar migrações forçadas.
No entanto, entidades como a Articulação dos Movimentos de População de Rua criticam a lentidão: “Os números crescem porque as políticas são reativas, não preventivas”, afirma o coordenador nacional, João de Deus.















