- 56 suspeitos – a maioria alvejada em confrontos diretos com as forças de segurança, segundo a Secretaria de Estado de Polícia Civil. Dois dos mortos eram foragidos da Bahia, identificados como líderes regionais do tráfico.
- 4 policiais – dois agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e dois PMs do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Um quinto agente segue em estado grave no Hospital Central da Polícia Militar.
A “zona de guerra”Moradores relataram tiroteios ininterruptos desde as 5h, com rajadas de fuzil ecoando pelas vielas. Criminosos usaram drones com explosivos caseiros, barricadas incendiadas e até lança-granadas para conter o avanço das tropas. A Avenida Brasil ficou interditada por sete horas, com engarrafamentos de até 20 km.
Números da operação
- 81 presos, incluindo um dos chefes do tráfico local conhecido como “Playboy”.
- 75 fuzis apreendidos, além de 12 pistolas, 8 granadas e 1,2 tonelada de maconha.
- 9 feridos – entre eles, três civis atingidos por balas perdidas, incluindo uma criança de 7 anos em estado grave.
RepercussãoO governador Cláudio Castro (PL) classificou a operação como “um marco no combate ao crime organizado” e pediu apoio imediato do governo federal:
Já o Ministério Público do Rio anunciou a abertura de inquérito para apurar possíveis abusos policiais. Organizações como a Anistia Internacional chamaram o saldo de “massacre” e cobraram investigação independente.
- 46 escolas fechadas, afetando 18 mil alunos.
- Clínicas da família suspensas – apenas o Hospital Getúlio Vargas funcionou em regime de plantão.
- Moradores em pânico: pelo menos 300 famílias abandonaram suas casas durante os confrontos.
Histórico de letalidade Com 60 mortes, a Operação Contenção se torna a mais letal da história do Rio, superando:
- Jacarezinho (2021) – 28 mortos
- Vila Cruzeiro (2022) – 24 mortos
- Complexo do Alemão (2010) – 37 mortos (invasão com tanques)
O que vem agora? As forças de segurança prometem ocupação permanente da região com bases avançadas do BOPE. Mas lideranças comunitárias alertam: “Sem investimento social, em dois meses o CV volta mais forte”.















