O governo do Cazaquistão negou que o país esteja enfrentando um vírus desconhecido que causa pneumonia mais grave que o da Covid-19. Mas o presidente Kassym-Jomart Tokayev ameaçou demitir todo o ministério se o governo não contiver um novo surto da doença.

A embaixada da China em Nursultan advertiu seus cidadãos na capital cazaque e em outras cidades de que essa pneumonia teria matado 1.772 pessoas este ano, incluindo alguns cidadãos chineses. Só em junho teriam morrido 628 pessoas. “Essa doença é muito mais mortal do que a Covid-19”, afirma o comunicado.

O Ministério da Saúde do Cazaquistão reconheceu a existência de “pneumonias virais de etiologia (origem) não-especificada”.

O órgão argumentou que as diretrizes da Organização Mundial de Saúde permitem registrar como “não-especificada” uma pneumonia “quando a infecção de coronavírus é diagnosticada clínica e epidemiologicamente mas não confirmada por teste de laboratório”.

Já o diretor do Programa de Emergências da OMS, o irlandês Mike Ryan, afirmou em Genebra que o surto no Cazaquistão está “no radar” da organização, mas pode não ser algo novo: “A trajetória crescente de Covid-19 no país sugere que muitos desses casos são na verdade Covid-19 não-diagnosticada”.

O Cazaquistão voltou a impor um lockdown nacional no domingo, dia 5, por causa do aumento de casos novos, que na quinta-feira bateram o recorde diário de 1.962, mas nesta sexta caíram para 1.726. O país tem no total quase 55 mil casos confirmados e 264 mortes. Mas, assim como nos outros países da Ásia Central, os especialistas suspeitam que haja uma forte subnotificação nessa segunda onda.

Por CNN Brasil

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