Greve dos caminhoneiros pode começar nesta quinta-feira (4)

Há uma convocação confirmada para paralisação nacional dos caminhoneiros a partir desta quinta-feira, 4 de dezembro de 2025.
O movimento ganhou tração nas últimas semanas, com líderes da categoria protocolando avisos formais ao governo e prometendo suporte jurídico. No entanto, a adesão ainda é incerta: enquanto há mobilização em redes sociais e grupos regionais, alguns caminhoneiros e sindicatos questionam a viabilidade, e não há adesão oficial de entidades maiores como o Sindicam em escala nacional.
O foco é trabalhista, sem pautas políticas explícitas, mas há menções isoladas a anistia para presos do 8 de janeiro e liberdade para Jair Bolsonaro em postagens nas redes.Reivindicações PrincipaisOs caminhoneiros acumulam insatisfações desde a greve de 2018, que parou o país por 10 dias devido aos preços do diesel. Desta vez, as demandas incluem:
  • Congelamento e refinanciamento de dívidas: Suspensão por 12 meses e prazos de até 120 meses para débitos com bancos e financiadoras.
  • Valor mínimo do frete: Fiscalização rigorosa para evitar subfretes, com inclusão de representantes da categoria em órgãos reguladores.
  • Melhorias nas estradas e segurança: Mais pontos de parada seguros, redução de assaltos e estrutura para cumprimento de leis de descanso.
  • Aposentadoria especial: 25 anos de contribuição comprovada, sem exigência de perícia médica.
  • Outras: Anistia para multas antigas, acesso facilitado a crédito para renovação de veículos e reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas.

 

Líderes como Chicão Caminhoneiro (União Brasileira dos Caminhoneiros) e Daniel Souza (influenciador com 100 mil seguidores) enfatizam que a pauta é “estrutural e trabalhista”, sem vínculo partidário.

O desembargador aposentado Sebastião Coelho prometeu assistência jurídica para “legalizar” o ato.Cronograma e Mobilização.
  • Início previsto: 4 de dezembro (quinta-feira), com paralisação por setores (ex.: transportadores de combustíveis já declararam apoio total).
  • Possível escalada: No dia 7 de dezembro, o setor agro (produtores rurais) pode aderir, ampliando o impacto em alimentos e insumos.
  • Protocolo oficial: Em 2 de dezembro, Chicão e Coelho protocolaram o aviso de greve no Palácio do Planalto. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está em alerta para evitar bloqueios totais de rodovias.
  • Adesão regional: Há relatos de organização em estados como Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, mas sem confirmação nacional unificada. Sindicatos como o Sindicam apoiam “se os caminhoneiros decidirem parar”, mas alertam para riscos judiciais.

 

Nas redes sociais (especialmente X/Twitter), o tema explode com vídeos de convocação, mas há ceticismo: muitos usuários duvidam da adesão real, chamando de “conversa fiada” ou “papagaiada”, enquanto outros pedem união ao agro e ao povo para uma “greve geral”.Impactos PotenciaisSe a paralisação vingar, pode repetir o caos de 2018:

  • Abastecimento: Escassez de combustíveis, alimentos e medicamentos em supermercados e postos.
  • Economia: Prejuízos diários de bilhões, com paralisação de indústrias, entregas e exportações.
  • Transportes essenciais: Exceções para ambulâncias, bombeiros e hospitais, mas risco de colapso logístico geral.

O governo monitora de perto, e há apelos para diálogo. Atualizações em tempo real vêm de portais como Metrópoles e CompreRural. Fique atento: o movimento pode evoluir rapidamente hoje (3/12) ou amanhã. Se você é caminhoneiro ou depende de fretes, verifique grupos locais para orientações.

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