Rombo dos Correios explode 82% e bate R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre de 2026

Prejuízo quase dobra em relação ao mesmo período de 2025 e reforça crise financeira da estatal

 

Brasília, 2 de junho de 2026
Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões nos primeiros três meses de 2026. O resultado representa um aumento de 82,3% em comparação com o rombo de R$ 1,725 bilhão registrado no 1º trimestre de 2025.O balanço foi divulgado pela empresa no último fim de semana e confirma a piora acelerada das contas da estatal, que acumula 14 trimestres consecutivos de resultados negativos.
Principais números do 1º trimestre:

  • Prejuízo líquido: R$ 3,158 bilhões (vs. R$ 1,725 bi em 2025)
  • Receita bruta: R$ 4,04 bilhões (queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior)
  • Despesas administrativas e financeiras: forte alta, com destaque para passivos judiciais e precatórios que somaram R$ 1,4 bilhão — o equivalente a 44% do prejuízo total do trimestre.

Contexto e explicações da empresaOs Correios afirmam que o resultado, embora negativo, ficou abaixo da projeção inicial prevista no Plano de Reestruturação.

A empresa diz estar avançando em medidas de corte de custos operacionais, mas ainda enfrenta forte pressão de despesas judiciais e financeiras.Em 2025, o rombo anual total chegou a R$ 8,5 bilhões.
A estatal projeta voltar ao superávit somente em 2027.RepercussãoO novo recorde negativo intensifica o debate sobre o futuro dos Correios. Parlamentares da oposição cobram maior agilidade na reestruturação e voltam a defender a privatização parcial ou total da empresa. Já o governo defende que a estatal cumpre papel essencial de inclusão social e logística no país, especialmente em regiões remotas.
Especialistas do setor apontam que a concorrência acirrada com empresas privadas de entrega (como Amazon, Mercado Livre e transportadoras regionais) continua erodindo a participação de mercado dos Correios, especialmente no segmento de encomendas.

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