Protestos pacíficos e impacto ainda limitadoEm Santos (SP), principal porto do país, a Polícia Militar registrou concentração de cerca de 70 pessoas na Rua Augusta Scaraboto. A manifestação transcorre de forma pacífica e a via permanece liberada ao tráfego, sem impactos no trânsito até o momento, segundo a PM. Há relatos de interrupções pontuais em operações portuárias em Santos (SP) e Salvador (BA), mas não foram confirmados bloqueios expressivos em rodovias federais.
A adesão ao movimento ainda é monitorada e considerada moderada nas primeiras horas. Lideranças afirmam que acompanharão a situação nacionalmente e não descartam ampliação caso a MP não avance.MP do Frete: o cerne da reivindicaçãoEditada pelo governo federal em março, a MP 1.343/2026 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho na forma de Projeto de Lei de Conversão. O texto reforça a política de piso mínimo do frete e inclui:
- Penalidades mais severas (multas e suspensão) para empresas que pagarem abaixo do valor estabelecido pela ANTT;
- Criação de sistema eletrônico de bloqueio para fretes irregulares;
- Regras de pagamento mais claras, com antecipação mínima para autônomos;
- Outras medidas de proteção ao transportador, como piso salarial nacional para motoristas CLT em viagens longas.
Sem a aprovação no Senado até o dia 16, a medida caducará, obrigando a categoria a reiniciar as discussões do zero. O recesso parlamentar, que começa em 18 de julho, aumenta a tensão.
Chorão responsabilizou diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre: “Quem está chamando essa paralisação se chama Davi Alcolumbre”. O líder caminhoneiro afirmou que a categoria está “mais organizada do que em 2018” e não aceitará a perda da MP.Governo em alertaO Palácio do Planalto e a Advocacia-Geral da União (AGU) foram acionados para acompanhar o risco de paralisação. Até o fechamento desta reportagem, não havia anúncio de novas negociações emergenciais.
O setor de transporte rodoviário é responsável pela maior parte do escoamento de grãos, combustíveis e produtos industrializados no país. Qualquer paralisação mais ampla pode gerar reflexos rápidos na cadeia logística, especialmente em plena safra.















