Em março, a queda foi de 7% em relação a igual mês de 2020

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As vendas no varejo em lojas físicas caíram 4,4% no primeiro trimestre deste ano contra igual período do ano passado, apontou um novo levantamento feito pelo SpendingPulse, da Mastercard. Em março, a queda foi de 7% em relação a igual mês de 2020.

O Mastercard SpendingPulse é um indicador macroeconômico de vendas no varejo em todos os tipos de pagamento em certos mercados globais.

Os relatórios baseiam-se na atividade agregada de vendas na rede de pagamentos da Mastercard, combinada com estimativas baseadas em pesquisas para determinadas outras formas de pagamento, como dinheiro e cheque.

Segundo o gerente geral da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols, o movimento foi impulsionado pela mudança de hábitos do consumidor diante da pandemia do coronavírus.

“Uma série de estabelecimentos já está nascendo online porque o hábito de compras mais voltadas para o ecommerce é permanente. E isso se torna ainda mais evidente quando olhamos a queda no varejo físico”, afirmou Bassols à Folha.

A tendência, segundo o executivo, é que cada vez mais negócios nasçam ou migrem completamente para o online ao longo dos próximos meses.

Ainda segundo o SpendingPulse, em termos de vendas totais do varejo no primeiro trimestre, todas as regiões apresentaram desempenho inferior às vendas observadas em igual período de 2020.

O Centro-Oeste caiu 7,1% na comparação, seguido por Sul (5,6%), Sudeste (4,1%), Nordeste (3,9%) e Norte (0,3%).

“O comércio online conquistou espaços tanto em relação às pequenas quanto às grandes empresas. Uma coisa que já conseguimos prever sobre esse movimento é que pelo menos 20% das migrações que vimos para o ecommerce é permanente”, disse Bassols.

Em relação às vendas no ecommerce, o levantamento da Mastercard registrou um avanço de 91,6% no primeiro trimestre deste ano contra iguais três meses de 2020. Em março, na mesma base de comparação, o avanço foi de 84,7%.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, os setores de eletrônicos e de farmácia foram destaque, com aumento de 134,1% e 102,4%, respectivamente.

 

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