Foto Ag Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou 88 certidões criminais ao formalizar o pedido de registro de candidatura à reeleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 8 de agosto de 2026.
Esse volume é cerca de 13 vezes superior à média (6,75) das certidões entregues pelos outros quatro candidatos já cadastrados no sistema naquele momento:
- Romeu Zema (Novo): 12
- Samara Martins (UP): 6
- Renan Santos (Missão): 5
- Hertz Dias (PSTU): 4
Até 9 de agosto, os documentos de Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) ainda não estavam disponíveis no sistema. A comparação pode mudar até o prazo final de registro (15 de agosto).
O que são as certidões criminaisSão documentos obrigatórios no registro de candidatura. Emitidos pela Justiça Federal e Estadual (1º e 2º graus) e, quando aplicável, por tribunais superiores (foro por prerrogativa de função), eles listam processos criminais existentes (abertos, arquivados ou em andamento).
- Se a certidão for positiva (houver registro), o candidato deve apresentar também a certidão de objeto e pé de cada processo, detalhando o andamento.
- A Justiça Eleitoral analisa se existe condenação por órgão colegiado ou transitada em julgado que gere inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa.
- O número alto, por si só, não impede a candidatura. Muitos documentos de Lula se referem a esclarecimentos sobre processos antigos (incluindo os da Lava Jato, cujas condenações foram anuladas pelo STF em 2021).
Lula também declarou patrimônio de R$ 4,7 milhões (queda nominal de 35,7% em relação a 2022).
O TSE tem prazo até meados de setembro para julgar os pedidos de registro.















