Índice que mede o ritmo de contágio (Rt) passou de 0,68, em 10 de novembro, para 1,10 no balanço divulgado nesta terça-feira.

A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus voltou a subir no Brasil, aponta monitoramento do Imperial College de Londres, no Reino Unido. A atualização da estimativa foi divulgada nesta terça-feira (17) e considera dados coletados até a segunda-feira (16).

O relatório mostra que o índice está em 1,10. Isso significa que cada grupo de cem pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 110 pessoas. Os dados levam em conta a média das estimativas de mortes na comparação das duas semanas. Pelas estatísticas, essa taxa pode ser maior (até Rt = 1,24) ou menor (até Rt = 1,05).

Os cientistas apontam que “a notificação de mortes e casos no Brasil está mudando; os resultados devem ser interpretados com cautela”.

Na última semana, o Brasil atingiu o menor valor desde abril: 0,68.

Simbolizado por Rt, o “ritmo de contágio” é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança.

Estimativas para São Paulo

Além da estimativa do Imperial College de Londres, pesquisadores brasileiros também monitoram o Rt.

Em outro acompanhamento, pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista perceberam que no começo de novembro aconteceu uma mudança na tendência da transmissão. A curva de contágio voltou a subir, um reflexo do aumento nas internações, em meados de outubro.

No estado de São Paulo, a taxa de transmissão está acima de 1 (1,05), o que indica tendência de aceleração nas infecções. As projeções mostram que ela deve chegar, na próximo segunda-feria, a 1,11. Na capital, o índice está ainda mais alto. A tendência é que passe dos atuais 1,36 para 1,41.

Números no Brasil

O Brasil tem 166.101 mortes por coronavírus confirmadas até as 13h desta terça-feira (17), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O número é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

A média móvel de novas infecções nos últimos 7 dias teve uma variação de +59% em relação aos casos registrados em duas semanas. Esse percentual é o maior desde 3 de junho.

Por G1

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