Segundo assessores do senador e fontes próximas à articulação, o encontro foi viabilizado a convite da Casa Branca, com intermediação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro junto ao Departamento de Estado americano, atualmente comandado por Marco Rubio. A reunião ainda não consta oficialmente na agenda pública de Trump e pode sofrer ajustes devido a prioridades diplomáticas dos EUA, como negociações no Oriente Médio.
Contexto da viagemFlávio Bolsonaro viajou em classe executiva e deve permanecer em Washington por curto período, com retorno previsto para quarta-feira (27). A agenda busca reforçar laços entre o bolsonarismo e o trumpismo, projetando o senador como o candidato capaz de restabelecer uma aliança ideológica e pragmática com Washington — em contraste com o que seus aliados chamam de “distanciamento” do governo Lula.
A ida aos EUA acontece em meio à crise que abala a pré-campanha de Flávio, após a divulgação de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e suposto financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro (o caso “Dark Horse”). O senador nega irregularidades e vê a reunião com Trump como oportunidade para virar a página e ganhar projeção internacional.
ReaçõesNo Palácio do Planalto, a possível reunião é vista com preocupação, mas o governo Lula não deve atuar para impedir o encontro. Fontes diplomáticas brasileiras acompanham o caso com atenção, avaliando riscos de interferência externa no processo eleitoral de outubro.
Do lado bolsonarista, a visita é celebrada como um marco. “Só um Bolsonaro conversa de igual para igual com Trump”, repetem aliados, que destacam pautas como minérios de terras raras, combate ao narcotráfico e comércio bilateral.A Casa Branca ainda não confirmou oficialmente o encontro, mas fontes americanas e da equipe de Flávio indicam que a reunião deve ocorrer, mesmo que de forma reservada.
O que esperarEspecialistas em relações Brasil-EUA avaliam que, além do simbolismo político, a conversa pode render compromissos em áreas estratégicas. Flávio tem sinalizado disposição para concessões em temas caros à administração Trump, em busca de capital político para a corrida presidencial.















